A palavra “pirataria” pode até representar um ataque contra o setor produtivo local, na área de confecção, porém, em meio a este modelo industrial, ela representa grande parte da produção que alimenta centenas de outros setores, além de alimentar milhares de famílias.
Em véspera de fim de ano, por exemplo, as indústrias que trabalham na formalidade, com suas próprias marcas, já estão fechando as portas e dando férias aos funcionários para comemorarem as festas de fim de ano.
Por outro lado, o setor da pirataria ainda trabalha mantendo centenas de outros funcionários na linha de produção, desde a costura, até o acabamento. Para este setor, considerado desleal e até criminoso, ele é a salvação de milhares de trabalhadores que não encontra serviço no setor produtivo formal.
Alvo de ações do Ministério Público e da Polícia, os fabricantes das chamadas ‘replicas’, sempre encontra um jeitinho para driblar a lei, e fabricar milhares de peças de roupas, usando etiquetas de marcas famosas e patenteadas.
O volume de produção ainda é desconhecido, no entanto, sabe-se que o setor da informalidade distribui roupas para vários estados, incluindo as regiões Norte e Nordeste do País.
Mesmo após várias investidas das delegacias especializadas, como a Delegacia do Consumidor (Decon), em Jaraguá, aonde dezenas de casas chegaram a ser arrombadas, e a polícia cumpriu vários mandados de busca e apreensão, com autorização da Justiça e a participação do Ministério Público, os fabricantes ainda continuam atuando no mercado, em alguns casos, trabalhando em fazendas e em cidades longe dos olhares das autoridades.
Com a economia em recessão, novos mercados para a pirataria vão surgindo, incluindo, nesse pacote de serviço, o trabalho dos guias de roupas, que também já foram alvos do MP, mas que até agora nenhuma resposta concreta e eficaz foi percebida.
Para as empresas proprietária das marcas patenteadas, a pirataria pode até não representar muito em termo de perda, porém, este setor ainda é considerado ‘um grande negócio’ em Jaraguá, o que não quer dizer que deixou de ser ilegal.
Estas são apenas algumas facetas do comércio de roupas piratas, onde a ilegalidade sustenta parte da economia local.














































