Estudo conclui que açafrão melhora desempenho de atletas e pode ser aliado no combate ao câncer

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Pesquisadores da Universidade Federal de Goiás (UFG) descobriram que o açafrão cultivado em Mara Rosa, na região norte do estado, tem um maior nível de curcumina, princípio ativo que ajuda no tratamento de doenças e na melhora do desempenho físico de atletas. Segundo o estudo, a ação anti-inflamatória da especiairia melhora a recuperação muscular e pode ajudar até no combate ao câncer.

Para chegar a esta conclusão, os especialistas analisaram as propriedades do alimento e fizeram um teste com 35 maratonistas goianos. De acordo com a pesquisadora Flávia Rasmussen, da Faculdade de Nutrição da UFG, parte do grupo de atletas ingeriu duas cápsulas de açafrão durante o almoço e uma cápsula durante o jantar.

Ela afirma que, após um mês, o grupo que ingeriu a especiaria apresentou melhor desempenho e menos dores musculares.

“Nós percebemos que as citocinas anti-inflamatórias estavam mais elevadas no grupo que utilizou o açafrão do que no outro grupo. Também houve uma melhora no desempenho do grupo que utilizou o açafrão, e também uma redução da dor muscular em 48h após a corrida. Neste caso a gente comprovou a propriedade anti-inflamatória do açafrão”, disse em entrevista à TV Anhanguera.

Para o maratonista Roberto Brito, o uso do açafrão, de fato, resultou em melhores resultados. Ele conta que, ao final da pesquisa, ele participou de uma competição e conseguiu reduzir o tempo de percurso em 10 minutos.

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Assim como ele, o atleta Sílvio de Moura Caetano sentiu a melhora na recuperação muscular após os treinos e provas, que causam grande desgaste ao corpo.

“A nossa musculatura ela atrofia, as nossas pernas ficam pesadas, então é um processo que demora um pouco esta recuperação. E, com o uso do açafrão, eu percebi que este processo se tornou um pouco mais rápido”, contou.

 

Propriedades Medicinais

Além da melhora comprovada no desempenho de atletas, por sua ação anti-inflamatória nos músculos, o açafrão vem sendo estudado como aliado nos tratamentos de doenças intestinais, Alzheimer e até no câncer. Segundo o nutricionista e professor João Felipe Mota, a ação antioxidante é uma das principais características do alimento que ajuda nos tratamentos.

“Na maioria das nossas doenças nós temos este processo inflamatório, a inflamação instalada, e o estresse oxidativo. A gente até poderia traduzir isso em produção de radicais livres, que é o caso do câncer. Se você combater, não que seja anular este efeito, mas você reduzi-lo, você consegue um melhor tratamento das doenças. Ele começou até a ser muito utilizado nas doenças inflamatórias intestinais, para reduzir o processo inflamatório e curar a doença”, explicou.

O professor recomenda que o açafrão seja consumido junto com as principais refeições do dia.

“O melhor é que ele seja consumido com um alimento rico em gordura, ou mesmo com um azeite ou algum tipo de óleo. Ingerir uma colher de café cheia ou uma colher nivelada de chá”, disse.

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História

Mara Rosa é a cidade que mais produz açafrão no país, segundo o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). Por ano são produzidas cerca de 1 mil toneladas da especiaria. De acordo com registros históricos, o tempero chegou à região há quase três séculos, por meio dos bandeirantes.

O açafrão era utilizado pelos bandeirantes como uma forma de marcar as minas onde o ouro era encontrado. Como se trata de uma planta perene, a raiz plantada pelos desbravadores continuou na cidade.

Conforme concluiu o nutricionista João Felipe Mota, o açafrão de Mara Rosa tem mais curcumina do que o asiático, de onde a planta foi trazida para o Brasil ainda no período colonial.

“É um polifenol denominado de curcumina, de cor alaranjada, amarelada, por isso que o açafrão tem esta cor, devido à curcumina, que é responsável por ter estas propriedades antioxidantes e anti-inflamatórias. É um dos tipos de açafrão comercializados que tem um altíssimo teor de curcumina, chega a ser superior ao açafrão asiático, comumente utilizado e dito no meio popular que é um dos melhores em por ter estes efeitos antioxidantes”, afirmou.

G1

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SAÚDE

“Considero o Conselho a maior barreira para o negacionismo nesse país”, afirma Padilha durante reunião do CNS

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Nesta quinta (13), o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, marcou presença na 364ª Reunião Ordinária do Conselho Nacional de Saúde (CNS), na sede do Ministério da Saúde, em Brasília. A agenda recordou os cinco anos da pandemia de Covid-19, além de abordar a participação social na garantia da equidade dos direitos das mulheres e as ações do Programa Brasil Saudável. O atendimento da população em situação de rua na atenção primária também foi uma das pautas.

Esta foi a primeira participação de Padilha em uma reunião do Conselho, desde que reassumiu a pasta na última segunda (10). Durante a plenária, ele falou das suas expectativas para os próximos dois anos e agradeceu o trabalho do CNS na luta pela defesa do Sistema Único de Saúde (SUS).

“Alguns sentimentos me movem ao voltar para o Ministério da Saúde e um deles é consolidar a pasta com gestores municipais e estaduais. Como um espaço de controle social, o Conselho Nacional de Saúde é a maior barreira para o negacionismo nesse país e isso nos impulsiona para ser uma referência mundial”, declarou o ministro.

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A presidente do CNS, Fernanda Magano, agradeceu a presença de Padilha na reunião. “É muito importante esse diálogo e os compromissos aqui estabelecidos na defesa do nosso Sistema Único de Saúde. Esperamos que essa reconstrução seja muito proveitosa para as entregas necessárias pela democracia e garantia da vida no nosso país”, declarou.

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364ª Reunião Ordinária do Conselho Nacional de Saúde (CNS), na sede do Ministério da Saúde, em Brasília (Foto: Taysa Barros/MS)

Para o representante da Confederação Nacional dos Trabalhadores Rurais, Agricultores e Agricultoras Familiares (Contag), José Ramix, é urgente a participação e valorização da diversidade na saúde: “Precisamos estimular estratégias que fortaleçam o controle social e a gestão participativa, além de reconhecer o protagonismo dos territórios e das diversas populações dos municípios brasileiros”, observou.

Durante sua fala, o ministro reforçou o pedido de Ramix e destacou, mais uma vez, a urgência da entrega e a obsessão pela redução no tempo de espera pelos atendimentos especializados. “Só vamos conseguir fazer isso acontecer com uma atenção primária fortalecida, valorizada e equilibrada, além de reorganizar as redes de média e alta complexidade”, pontuou.

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Ana Freire
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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