Consumidor desconhece informações de rótulos de produtos alimentícios

Os consumidores têm dificuldade para entender o que dizem os rótulos dos produtos nos supermercados, revela pesquisa publicada na Revista Agropecuária Técnica (Agrotec), editada pelo Centro de Ciências Agrárias (CCA),da Universidade Federal da Paraíba (UFPB). Foram ouvidas 240 pessoas nas faixas etárias de 15 a 30 anos, de 30 a 45 anos e acima de 45 anos.
Segundo a publicação, 69% dos entrevistados leem os rótulos e verificam a data de validade no momento da compra. Entre os que conhecem os termos técnicos, mas não sabem o significado, o percentual atinge 70%. A maior parcela desses consumidores está na faixa acima de 45 anos.
Para os pesquisadores, é preciso que os rótulos dos alimentos industrializados apresentem informações, regulamentadas por órgãos oficiais, que contribuam para a escolha adequada do produto pelo consumidor, do ponto de vista nutricional e que indiquem a forma correta de conservação e preparo. Os questionários pediam que os entrevistados dissessem o que entendiam dos ternos glúten, ômega 3, gordura trans, diet e light.
Conforme o estudo, os rótulos são o eixo de comunicação entre o consumidor e o produto, por isso, têm participação relevante na aceitação e no consumo do alimento. A partir disso, o estudo avaliou o hábito de leitura e compreensão dos rótulos de produtos alimentícios e, ainda, o entendimento deles pelos frequentadores de supermercados.
A engenheira de alimentos Amanda Roman Guedes, responsável pelo Serviço de Atendimento ao Consumidor (SAC) da Jasmine Alimentos, empresa especializada em alimentos saudáveis, diz que a linguagem técnica nos rótulos dos produtos que, em alguns casos, contêm componentes alimentares potencialmente alergênicos pode levar riscos ao consumidor.
Entre as pessoas que já conhecem suas restrições alimentares ou alérgicas, porém, o problema é menor, destaca Amanda. “Elas sabem, e são muito estudiosos, porque é caso de vida ou morte para pessoas que têm alguma restrição alimentar. Elas sabem bem o que estão ingerindo, mas, no dia a dia, quem não tem restrição alimentar, não entende direito.”
Supermercados
E é nos supermercados, que hoje (12) comemoram sua data nacional, que o consumidor fica confuso diante das informações atuais dos rótulos dos produtos alimentícios industrializados. “Falta bastante informação para o consumidor de maneira mais ampla. Falta o rótulo ‘conversar’ de maneira mais interativa com o consumidor. Até mesmo na comunicação em geral, no SAC [Serviço de Atendimento ao Consumidor}, a gente recebe muitas perguntas nesse sentido. Por exemplo, o que é glúten, o que é lactose. As pessoas querem se informar mais”, afirma.
Apesar disso, Amanda ressalta que muitos supermercados estão destinando espaços específicos para cada tipo de alimento, o que facilita a procura pelos produtos, especialmente pelas pessoas que têm restrições alimentares, como ao glúten ou à lactose. “É legal que o consumidor se interesse mais pelo que está consumindo, e essa segmentação dentro do supermercado ajuda bastante. Se eu sou celíaca, ou faço alimentação sem glúten, já sei onde posso ir e quais produtos posso focar. Então, acho bem interessante a segmentação, que ajuda bastante até a quem não tem conhecimento de rótulos.”
Os pesquisadores constataram que a maioria dos entrevistados mostra preocupação com a leitura dos rótulos dos alimentos e entende a necessidade de verificação das datas de validade. Muitos revelaram conhecer o que os termos estudados significavam, mas, quando questionados sobre como os definiriam, não souberam, o que indica a necessidade de desenvolvimento de políticas públicas de educação e de comunicação, para ajudar os consumidores a conhecer o significado das informações contidas nos rótulos.
“Deve existir um ajuste, de modo que os rótulos sejam facilmente compreendidos pelos consumidores, porque o uso de linguagem técnica, abreviaturas e siglas, assim como a falta de esclarecimentos em relação aos componentes potencialmente alergênicos a grupos específicos e o uso da escrita pouco legível são fatores que tornam difícil a compreensão por parte dos consumidores”, afirmam os responsáveis pela pesquisa.
No dia 7 de outubro, a diretoria da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou a nova norma sobre o rótulo nutricional de alimentos embalados, para deixar mais claras as informações nutricionais presentes nos rótulos dos alimentos, e permitir que o consumidor faça as suas escolhas alimentares mais saudáveis. A norma tem prazo de 24 meses, a partir de outubro, para entrar em vigor; Os produtos que estiverem disponíveis no mercado na data da entrada da norma em vigor terão ainda prazo de adequação de 12 meses.
Edição: Nádia Franco


SAÚDE
Encontro promove troca de experiências internacionais no cuidado a pessoas com sífilis

O Departamento de HIV, Aids, Tuberculose, Hepatites Virais e Infecções Sexualmente Transmissíveis (Dathi) promoveu, na terça-feira (11), o webinário Atuação da Enfermagem na Atenção às Pessoas com Sífilis – Relatos de Experiências. O evento, moderado pelo Ministério da Saúde e pela Organização Pan-Americana de Saúde (Opas), em cooperação internacional com o Ministério de Saúde e Bem-estar Social do Paraguai, reuniu profissionais e gestores de enfermagem do Brasil e do Paraguai, proporcionando um espaço para a troca de experiências sobre as melhores práticas no tratamento da sífilis.
Durante o evento, a Coordenação-Geral de Vigilância das Infecções Sexualmente Transmissíveis brasileira destacou a relevância da troca de experiências entre os profissionais de Saúde entre os dois países para a atualização das práticas de prevenção e manejo da doença, principalmente em gestantes e populações mais vulnerabilizadas, destacando a participação ativa dos profissionais de enfermagem e a colaboração internacional para fortalecer o combate à sífilis na América Latina.
As representantes do Paraguai, enfermeiras Lucia Belém Martinez Alderete e Alan Nícolas Ascona Gonzales, compartilharam experiências no combate à sífilis congênita, com foco em estratégias de monitoramento e gestão. No Brasil, a enfermeira Ivani Gromann apresentou o trabalho realizado na Atenção Primária à Saúde em Cacoal (Rondônia), enquanto o enfermeiro Erasmo Diógenes discutiu as abordagens no atendimento de pessoas em situação de rua em São José do Rio Preto (São Paulo) e Maria Alix (Ceará) sobre o uso racional da penicilina.
O webinário também destacou os desafios enfrentados pelos profissionais de saúde – especialmente em relação à interpretação de exames e à avaliação de cicatrizes sorológicas, que podem levar à tratamentos inadequados, principalmente em gestantes.
Outro ponto discutido foi o uso racional da penicilina no tratamento da sífilis, um medicamento regulamentado para prescrição pela enfermagem, mas que ainda enfrenta desafios para garantir que todos os profissionais de saúde estejam qualificados para utilizá-la corretamente.
Em relação ao atendimento a pessoas em situação de rua, foi apresentado o modelo de cuidado desenvolvido em São José do Rio Preto, enfatizando a distribuição de kits de saúde e a realização de exames no local.
Swelen Botaro e João Moraes
Ministério da Saúde
Fonte: Ministério da Saúde
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