Covid-19: Amazonas fica um dia sem novas mortes pela doença

Na terça-feira (6) foi a primeira vez em 16 meses de pandemia que o estado do Amazonas não registrou uma nova morte por covid-19. A situação no estado, que foi o epicentro da pandemia no início de 2020 e no começo deste ano, sinalizou avanços, mas é visto ainda com cautela pelas autoridades de saúde.
Na avaliação do presidente da Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas, Cristiano Fernandes, a marca registrada se deve ao avanço da vacinação no estado. Segundo a Secretaria de Saúde do Estado, foram aplicadas até o momento 904.600 doses.
“A não notificação de óbitos é reflexo do avanço da vacinação. Temos notado uma redução da taxa de internações na população de acima de 60 anos, o grupo primeiramente imunizado. A gente ainda tem pessoas com quadro grave e que o desfecho nem sempre é favorável”, declara.
Contudo, Fernandes diz que a marca não pode ser considerada um sinal para descuidos e que ainda há um caminho a percorrer para imunizar a população do estado. No boletim de ontem, o governo estadual registrou seis mortes por covid-19.
“Precisamos avançar na 2ª dose. Precisamos manter a população atenta e alerta principalmente sobre as medidas não farmacológicas. A gente precisa manter a guarda. A população precisa entender que, apesar do cenário mais favorável, a gente não pode relaxar porque essa é uma doença muito traiçoeira”, diz.
No estado, desde o início da pandemia, morreram 13.355 pessoas. No total, 405.609 amazonenses foram infectados pelo novo coronavírus.
Atualmente a taxa de ocupação de leitos de Unidades de Terapia Intensiva (UTI) para tratamento de covid-19 está em 60,4%, sendo de 39,7% para leitos clínicos. Na capital, Manaus, 393 pacientes seguem internados, sendo 185 em leitos clínicos, 207 em UTI e um em sala vermelha.
Edição: Fábio Massalli


SAÚDE
Nota de pesar pelo falecimento de Ricardo de Freitas Scott, que atuou na construção do SUS

O Ministério da Saúde lamenta a morte do farmacêutico-bioquímico Ricardo de Freitas Scott, nesta sexta-feira (14), em São Paulo. Scott atuou na construção e na consolidação do Sistema Único de Saúde (SUS).
Desde a década de 1990, ele contribuiu para que as políticas de saúde e o SUS sejam acessíveis para todos. Durante a trajetória profissional ele trabalhou na Secretaria Estadual de Saúde de Minas Gerais e pelo Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass).
Atualmente, ele atuava como o coordenador de Desenvolvimento Institucional do Conass. O Ministério se solidariza com amigos e familiares de Scott.
Ministério da Saúde
Fonte: Ministério da Saúde
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