Bolsonaro anuncia no Amapá pagamento de energia retroativo a 30 dias

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Em visita ao estado do Amapá a convite do presidente do Senado, Davi Alcolumbre, o presidente Jair Bolsonaro disse hoje (21), durante inspeção de usinas termelétricas, que já consultou todos os órgãos responsáveis e que está prestes a assinar uma medida provisória para isentar o estado do pagamento de energia retroativo a 30 dias. 

O presidente fez a afirmação durante entrevista coletiva transmitida pela TV Brasil. “Já ouvimos todos os órgãos responsáveis. Estamos na iminência de assinar uma medida provisória para garantir regras compensatórias a todos os prejudicados com a falta de energia. Estamos prontos para atender o estado do Amapá.”

Veja a fala na íntegra:

O presidente afirmou ainda que há discussões com o ministro da Economia, Paulo Guedes, e com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, sobre outras medidas emergenciais para contornar a crise de energia no estado. O Ministério das Comunicações divulgou ontem (21) uma lista de órgãos e de ações coordenadas pelo governo federal para a retomada do abastecimento elétrico na região. O ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, também está no Amapá e acompanha os trabalhos.

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“Mesmo não sendo uma atribuição federal, nós mergulhamos – em especial pelo pedido do presidente do Senado, Davi Alcolumbre. Podemos dizer que estamos nos aproximando dos 100% [de suprimento de energia elétrica]. Brevemente chegaremos à plena suficiência”, afirmou Bolsonaro.

Além da medida provisória,o Amapá deverá decretar estado de calamidade pública, o que viabiliza verbas federais para antecipação de pagamentos de seguro desemprego, Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) e demais verbas previdenciárias para a população.

Edição: Graça Adjuto

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POLÍTICA NACIONAL

Não há risco de desabastecimento de aço, diz representante de usinas

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Em encontro nesta sexta-feira (27), representantes da indústria de fabricação de aço garantiram ao presidente Jair Bolsonaro que não há risco de desabastecimento do produto no mercado interno brasileiro. Nas últimas semanas, circularam informações de que os estoques estariam baixos e de que poderia haver falta de aço, usado principalmente na construção civil, produção de máquinas e equipamentos e na indústria automotiva.

“O que nós mostramos ao presidente e aos ministros é que essas informações não procedem, porque, desde julho, a indústria brasileira está entregando mais no mercado interno do que entregava no início do ano, em janeiro, quando não existia qualquer tipo de reclamação”, afirmou o presidente executivo do Instituto Aço Brasil, Marco Polo de Mello Lopes. Também participaram do encontro os ministros da Economia, Paulo Guedes, e da Casa Civil, Braga Netto. 

Mello Lopes explicou que, nos primeiros meses da pandemia, por causa da retração econômica, empresas que tinham estoques de aço acabaram vendendo o produto que estava parado, mas agora, com a retomada, essas companhias estão buscando recuperar a reserva do produto. “Além da demanda normal de todos os setores, todos eles estão buscando a reposição dos estoques. Existe aí um momento de ajustamento do mercado, por conta da necessidade de reposição de estoques – isso ficou muito claro para o presidente e os ministros. Não existe qualquer risco, qualquer problema”, afirmou. 

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Segundo Lopes, o setor de aço no Brasil deve crescer 5,8% em 2021. Durante a reunião com Bolsonaro e auxiliares, ele defendeu a necessidade de aumentar a competitividade da indústria, o que inclui medidas de desburocratização, carga tributária e infraestrutura.

Exportação aos EUA

Em conversa com a Agência Brasil após a reunião, o presidente do Instituto Aço Brasil mostrou-se otimista com a possibilidade de flexibilizar a atual cota de exportação de aço para os Estados Unidos (EUA), com a eleição do Joe Biden, do Partido Democrata, para a Presidência da maior economia do planeta.

Em agosto, o governo de Donald Trump, que perdeu a disputa eleitoral para Biden, reduziu a cota de aço semiacabado que o Brasil tem direito de exportar para o mercado norte-americano sem imposição de tarifas, como forma de proteger a indústria interna do país, que estava em crise.  

“Eu tenho repetido que, historicamente, os democratas sempre foram considerados como os mais protecionistas, mais intervencionistas, mas fato é que as medidas mais duras de proteção ao mercado americano foram tomadas pelos republicanos”, afirmou Marco Polo de Mello Lopes.

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Ele disse que vai aguardar a posse do novo presidente norte-americano para iniciar tratativas destinadas à revisão dos atuais termos do acordo entre os dois países. “O que nós vamos fazer é, tão logo esse governo esteja constituído, organizar uma missão brasileira para ir até lá e tentar convencer a administração dos democratas a uma flexibilização do acordo.”

Edição: Nádia Franco

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