Covid-19: 470 mil pessoas não completaram esquema de vacinação no Rio

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Na cidade do Rio de Janeiro, cerca de 470 mil pessoas tomaram a primeira dose da vacina e não retornaram aos postos para completar o esquema básico contra a covid-19. São 140,6 mil entre 12 e 19 anos, 132,4 mil na faixa de 20 a 29, 100,2 mil de 30 a 39 anos, 32,2 mil de 40 a 49 anos, 26,6 mil na faixa de 50 a 59 anos e 23,8 entre 60 e 64 anos. Entre 65 e 69 anos a população está 100% com o esquema básico completo. Acima de 70 anos, são cerca de 38 mil pessoas sem completar as duas doses.

Apesar de amanhã (20) ser feriado municipal no Rio de Janeiro, pelo Dia de São Sebastião, padroeiro da cidade, e a prefeitura ter decretado ponto facultativo na sexta-feira, os centros municipais de saúde, clínicas da família e centros de testagem vão funcionar nos dois dias, das 8h às 17h, “exclusivamente para ações de combate à covid-19, atendimento/testagem e/ou vacinação contra a doença”, informou a SMS.

Casos

Até o momento, a cidade registrou em 2022 quase um terço do número de casos reportados em todo o ano passado. Os dados atualizados no fim da manhã de hoje (19) pelos paineis da prefeitura indicam que são 90.571 casos de covid-19 este ano na cidade, o que equivale a 31,5% do total registrado em 2021. Desse total de 2022, 4.479 foram em crianças de 0 a 9 anos e 6.602 em jovens de 10 a 19 anos.

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Foram registrados 423 casos graves e 44 óbitos nesses primeiros dias do ano. Porém, as internações por causa da covid-19 na rede municipal estão aumentando. Se em dezembro houve dias em que havia menos de 20 pessoas internadas, hoje são 761 pacientes hospitalizados na cidade.

Dose de reforço 

A dose de reforço já foi aplicada em 2,1 milhões de pessoas. Segundo a Secretaria Municipal de Saúe (SMS), a prefeitura tem feito diversas ações para incentivar que as pessoas completem a proteção contra a covid-19.

“Os pontos de vacinação estão abastecidos com vacina para segunda dose e dose de reforço e a Secretaria Municipal de Saúde vem fazendo ações constantes para divulgar e orientar as pessoas a irem aos postos se vacinar, tanto para a proteção individual quanto coletiva da população”, informou a pasta.

Não vacinados

No fim da manhã de hoje, os painéis da SMS indicavam que 19.196 pessoas nas faixas já contempladas pela vacinação contra a covid-19 no ano passado não compareceram aos postos para receber a primeira dose.

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Pela estimativa populacional da prefeitura, 5.591 mil adolescentes de 12 a 19 anos não tomaram nem a primeira dose, o que equivale a 1% da faixa etária. De 70 a 74 anos são 6.493 sem imunização nenhuma, ou 3% do total. Na faixa de 80 anos ou mais são 7.112 mil, ou 3% da estimativa populacional para a faixa etária. De 75 a 79 anos e em todas as faixas entre 20 e 69 anos, 100% da população tomou pelo menos a primeira dose.

Os dados indicam o aumento da procura pela imunização contra a covid-19, já que no início de dezembro eram 41 mil pessoas sem vacina na cidade e no dia 3 de janeiro o número havia caído para 31,5 mil.

Edição: Bruna Saniele

Fonte: EBC Saúde

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SAÚDE

Encontro promove troca de experiências internacionais no cuidado a pessoas com sífilis

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O Departamento de HIV, Aids, Tuberculose, Hepatites Virais e Infecções Sexualmente Transmissíveis (Dathi) promoveu, na terça-feira (11), o webinário Atuação da Enfermagem na Atenção às Pessoas com Sífilis – Relatos de Experiências. O evento, moderado pelo Ministério da Saúde e pela Organização Pan-Americana de Saúde (Opas), em cooperação internacional com o Ministério de Saúde e Bem-estar Social do Paraguai, reuniu profissionais e gestores de enfermagem do Brasil e do Paraguai, proporcionando um espaço para a troca de experiências sobre as melhores práticas no tratamento da sífilis

Durante o evento, a Coordenação-Geral de Vigilância das Infecções Sexualmente Transmissíveis brasileira destacou a relevância da troca de experiências entre os profissionais de Saúde entre os dois países para a atualização das práticas de prevenção e manejo da doença, principalmente em gestantes e populações mais vulnerabilizadas, destacando a participação ativa dos profissionais de enfermagem e a colaboração internacional para fortalecer o combate à sífilis na América Latina. 

As representantes do Paraguai, enfermeiras Lucia Belém Martinez Alderete e Alan Nícolas Ascona Gonzales, compartilharam experiências no combate à sífilis congênita, com foco em estratégias de monitoramento e gestão. No Brasil, a enfermeira Ivani Gromann apresentou o trabalho realizado na Atenção Primária à Saúde em Cacoal (Rondônia), enquanto o enfermeiro Erasmo Diógenes discutiu as abordagens no atendimento de pessoas em situação de rua em São José do Rio Preto (São Paulo) e Maria Alix (Ceará) sobre o uso racional da penicilina. 

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O webinário também destacou os desafios enfrentados pelos profissionais de saúde – especialmente em relação à interpretação de exames e à avaliação de cicatrizes sorológicas, que podem levar à tratamentos inadequados, principalmente em gestantes. 

Outro ponto discutido foi o uso racional da penicilina no tratamento da sífilis, um medicamento regulamentado para prescrição pela enfermagem, mas que ainda enfrenta desafios para garantir que todos os profissionais de saúde estejam qualificados para utilizá-la corretamente. 

Em relação ao atendimento a pessoas em situação de rua, foi apresentado o modelo de cuidado desenvolvido em São José do Rio Preto, enfatizando a distribuição de kits de saúde e a realização de exames no local. 

Swelen Botaro e João Moraes
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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