Em Goiás, cantor sertanejo é filmado agredindo a mãe na porta de bar
O cantor de sertanejo Luan, da dupla Marco e Luan, foi filmado agredindo a mãe, uma costureira de 48 anos, em um bar de Guapó. Através das imagens é possível visualizar que a mulher chega a bater a cabeça no chão.
O fato teria ocorrido no último sábado (4), mas chegou ao conhecimento da Polícia Civil (PC) somente na terça-feira (7). Luan e a mãe informaram à PC que compareceriam na delegacia ainda na terça-feira para explicar a situação, mas não compareceram.
Conforme o delegado responsável pelo caso, André Veloso, a ocorrência foi registrada mesmo sem a denúncia da vítima, porque o vídeo, segundo ele, não deixa dúvidas que a situação trata-se de um caso de lesão corporal.
“O vídeo é claro. Ele empurra ela com uma força desproporcional, principalmente considerando que ela é uma senhora. Ela bate a cabeça no chão, fica imóvel e ele sequer volta para prestar socorro” afirma o delegado.
Investigação
O delegado informou que nesta quarta-feira (8) vai intimar o cantor e mãe para prestarem depoimento. Ele declarou que algumas testemunhas foram identificadas no vídeo e também devem ser ouvidas.
A PC vai pedir que a costureira passe por exame corpo de delito para verificar se há marcas da agressão.
“É uma cena lamentável de violência contra a mulher, principalmente contra a própria mãe, mas é um crime fácil de investigar. Por causa do vídeo, a autoria e a forma do crime estão definidas. O que vai acontecer agora são trâmites para a gente poder indicar o suspeito” adiantou o delegado.
Luan não possuía histórico de agressão, mas pode ser indiciado por lesão corporal contra ascendente, que é aquela praticada contra pai ou mãe, por exemplo.
Mãe de Luan
A mãe de Luan gravou um vídeo onde se responsabiliza pela agressão do filho. Ela diz que tomou remédio controlado, misturou com bebida alcóolica e “foi para cima” do filho, por isso ele a empurrou.
“Não foi porque ele quis, nem porque ele é agressivo. Meu filho é muito carinhoso e amoroso. Nunca tive problemas com ele”, afirmou.
Ela chama o caso de “fatalidade” e disse que poderia ter acontecido em qualquer outra família.
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