Judiciário

Em Rubiataba, motorista que provocou a morte de um pai e feriu o filho deste, vai a júri popular

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O juiz de direito, Alex Alves Lessa, da Comarca de Rubiataba, mandou a júri popular Diogo Dourado de Paula, pelas práticas dos crimes de homicídio contra João Batista de Andrade e a tentativa de homicídio contra João Otávio de Andrade, em decorrência de acidente de trânsito. O crime aconteceu no dia 1º de janeiro de 2019, em Rubiataba, no Vale do São Patrício.

Narra a peça acusatória que, no dia do crime, pai e filho, respectivamente João Batista de Andrade e João Otávio de Andrade, saíram para dar uma volta de motocicleta, quando decidiram passar numa farmácia. Ao chegarem, constataram que não tinha o remédio indicado pelo médico, momento em que se deslocaram para outra farmácia, mas o estabelecimento já se encontrava fechado. No retorno para casa, pararam no semáforo, aguardando que o mesmo sinalizasse o verde para passar. Depois que o sinal abriu, ambos começaram a trafegar pela via, permanecendo no meio da rua, quando foram surpreendidos por uma caminhonete. Conforme o processo, uma das vítimas foi arremessada, e que, após a batida, o dono da caminhonete começou a acelerar, fugindo logo em seguida do local.

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As equipes do Samu foram acionadas, mas, quando chegaram ao local, o condutor da motocicleta não resistiu aos ferimentos e morreu, enquanto o filho dele teve escoriações pelo corpo. Durante interrogatório, João Otávio de Andrade disse que o condutor da caminhonete não desceu para ajudar e prestar socorro, tendo esse se evadido do local. Além disso, ele afirmou que após o acidente passou a usar remédio controlado, devido ao trauma sofrido.

Consta ainda dos autos que o pai de Diogo Dourado foi até a casa das vítimas, onde levou cestas básicas, além de firmar acordo com a família, onde, na oportunidade, pagou o equivalente a R$ 30 mil. Uma outra testemunha também contou que Diogo estava na casa de um amigo, onde ingeriu bebida alcoólica.

Ainda, de acordo com o processo, o denunciado se recusou que outra pessoa o levasse para casa, já que estava embriagado. “Tentamos até esconder a chave do carro dele, tendo por objetivo impedi-lo de ir embora, mas acabamos devolvendo mesmo sabendo que ele estava tonto”, comentou. Além desse, outro colega de Diogo afirmou que ele já havia se envolvido em outro acidente de trânsito. Ao analisar o caso, o magistrado argumentou que essa não foi a única vez que o réu se envolve em fato desta natureza, sendo que, na primeira, o denunciado também praticou homicídio enquanto estava embriagado, e em alta velocidade, com emprego de direção perigosa. “Na época dos fatos narrados na presente denúncia, Diogo Dourado estava com a habilitação suspensa, justamente por ter sido condenado por homicídio culposo no trânsito”, frisou.

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Ressaltou ainda que o denunciado praticou o fato em situação clara e reprovável de embriaguez ao volante, mesmo após ser advertido pelos amigos que não tinha condições de dirigir. “As próprias testemunhas deixaram claro que, após ingerir bebida alcoólica durante festa de réveillon, e também em churrasco no dia seguinte, o réu fez com que os amigos devolvessem a chave não para ir para casa, mas a uma loja de conveniência”, explicou o magistrado.

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JUDICIÁRIO

Poder Judiciário decreta prisão de militar por torturar advogado em Goiânia; Assista

Além do advogado preso, outros quatro policiais foram denunciados pelo MP e foram afastados das atividades ostensivas.

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Cinco policiais militares foram denunciados pelo Núcleo de Controle da Atividade Policial (NCAP), do Ministério Público do Estado de Goiás (MP-GO), por prática do crime de tortura contra o advogado Orcélio Ferreira Silvério Júnior. Acolhendo pedido do MP, o Poder Judiciário decretou a prisão preventiva do tenente da Polícia Militar (PM) Gilberto Borges da Costa.

Em 21 de julho, o defensor foi agredido por policiais durante uma abordagem na Avenida Anhanguera, na Praça da Bíblia, em frente ao Camelódromo de Goiânia. Na época, um vídeo mostra quando o advogado tenta interceder por um cuidador de carros, mas é contido pelos policiais e depois recebe uma séria de socos, enquanto os demais o seguram.

Além do tenente, o cabo Robert Wagner Gonçalves de Menezes e os soldados Idelfonso Malvino Filho, Diogenys Debran Siqueira e Wisley Liberal Campos foram afastados cautelarmente de suas atividades policiais ostensivas, devendo ser alocados em atividades administrativas. Eles ainda tiveram o porte de armas suspenso e o armamento oficial foi recolhido.

O advogado Orcélio Ferreira Silvério Júnior teria sido torturado.

 

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Militares tentaram impedir filmagem

Os integrantes do MP relatam na denúncia que, por volta de 11 da manhã, os policiais abordaram um cuidador de carros que, dias antes, tinha se envolvido em uma discussão com Gilberto. Durante a abordagem, o tenente perguntou se ele se lembrava do evento, agredindo-o com um tapa no rosto.

Depois, o tenente entrou no centro comercial e questionou porque uma testemunha tinha feito interferência em benefício do vigia de carros. Nesse meio tempo, Orcélio Ferreira Silvério, administrador do centro comercial, foi conversar com o tenente, mas acabou agredido com tapas no rosto e ombros, enquanto era revistado.

Testemunhas, então, ligaram para Orcélio Ferreira Júnior, filho e advogado do administrador agredido, informando sobre o ocorrido. Orcélio Júnior seguiu para o local e começou a gravar pelo celular a abordagem abusiva.

Neste momento, conforme a denúncia, o soldado Diogenys avisou que era proibido gravar. Em seguida, o tenente foi até Orcélio Júnior, questionando quem era ele. A vítima disse que era advogado do vigilante de carros e pediu que o policial se identificasse.

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O tenente então agarrou Orcélio Júnior pela gravata, o empurrou sobre um carro e começou a agredi-lo com socos. O advogado desmaiou e, quando recobrou a consciência, estava sentado no chão sendo agredido com socos no rosto dados pelo tenente, enquanto seus braços eram segurados pelos soldados Diogenys e Wisley.

Outras situações de violência ocorreram na sequência enquanto os policiais impediam populares de se aproximar e gravar as agressões, segundo o MP. Veja as imagens:

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