Fechamento não é política correta contra a covid-19, diz Bolsonaro

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O presidente Jair Bolsonaro reiterou hoje (12) sua contrariedade ao fechamento total de comércios em função da pandemia. Durante cerimônia de comemoraão dos 160 anos de fundação da Caixa – e da caderneta de poupança no Brasil -, Bolsonaro disse que não se pode falar em saúde sem emprego, e que vida e economia “andam de braços dados”.

“Eu peço a Deus que ilumine governadores e prefeitos para que não fechem tudo. Essa não é a política correta. Vida e economia andam de braços dados. Não podemos falar em saúde sem emprego”, disse o presidente na cerimônia, que ocorreu no Palácio do Planalto. De acordo com balanço divulgado de ontem do Ministério da Saúde, o Brasil acumula 8,1 milhões de casos confirmados e 203 mil mortes. 

Dirigindo-se à imprensa, Bolsonaro voltou a defender a liberdade das manifestações via redes sociais e afirmou que a liberdade de imprensa é plena em seu governo. “Lamento, no entanto, o fechamento e a censura às mídias sociais. Elas não concorrem com vocês [imprensa]. Uma estimula a outra, e a liberdade não tem preço”, acrescentou.

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Caderneta de Poupança comemora 160 anos

Sobre a comemoração de 160 anos da Caixa Econômica Federal e da caderneta de poupança no Brasil, Bolsonaro destacou que o banco público levou paz à população ao ajudá-la a receber o auxílio emergencial. “Em momentos difíceis como a pandemia, [a Caixa] criou, em poucos dias, mais de 60 milhões de contas. Trabalhamos para levar paz aos homens e mulheres do Brasil”, disse ao destacar, também, a contratação de 3 mil pessoas com deficiência, pelo banco.

Em seu discurso, o presidente da Caixa, Pedro Guimarães, disse que o banco bateu recorde de lucro em 2020, com os créditos imobiliários concedidos à população . “Em 20 dias, 50 milhões de brasileiros receberam o auxílio emergencial. E, em meio à pandemia, batemos o recorde de crédito imobiliário. Em consequência, a caixa nunca ganhou tanto dinheiro com o crédito imobiliário”.

Segundo ele, o banco terá, também, a menor taxa de inadimplência de todos seus 160 anos de existência. “Nunca emprestamos tanto e tivemos tão pouca inadimplência. Teremos um lucro que, não posso ainda informar [o valor], mas será recorde”.

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Edição: Valéria Aguiar

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POLÍTICA NACIONAL

Dólar sobe para R$ 5,30, mas acumula queda na semana

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Depois de três dias seguidos de queda, o dólar teve forte alta nesta sexta-feira (15), retomando o patamar de R$ 5,30. Apesar da subida, a divisa encerrou a semana em queda. No mercado de ações, a bolsa teve o pior desempenho semanal em quase três meses, influenciada pela deterioração do mercado internacional.

O dólar comercial encerrou esta sexta vendido a R$ 5,304, com alta de R$ 0,095 (+1,81%). A divisa operou em alta durante todo o horário de negociação. Por volta das 13h30, na mínima do dia, chegou a R$ 5,22, mas subiu consistentemente durante a tarde, até fechar na máxima da sessão.

Apesar da alta de hoje, a divisa encerrou a semana com queda de 2,09%. Em 2021, a moeda norte-americana acumula alta de 2,23%. O dólar subiu perante as principais moedas do planeta, influenciado pelo enrijecimento de medidas de confinamento contra a covid-19 em países da Europa, o recorde de casos nos Estados Unidos e o ressurgimento de mortes ligadas à doença na China.

O dia também foi turbulento no mercado de ações. O índice Ibovespa, da B3, caiu 2,54% e fechou aos 120.349 pontos, no menor nível desde 6 de janeiro. Após a entrada expressiva de fluxos estrangeiros ao longo da semana, o indicador seguiu a tendência externa e recuou nesta sexta.

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A bolsa encerrou a semana com queda acumulada de 3,78%. Esse foi o maior recuo desde a semana de 26 a 30 de outubro, quando o Ibovespa caiu 7,2%.

Os investidores internacionais continuam de olho no repique de casos de covid-19. Nem o anúncio de um pacote de estímulos de US$ 1,9 trilhão pelo presidente eleito dos Estados Unidos, Joe Biden, animou o mercado nesta sexta-feira.

* Com informações da Reuters

Edição: Bruna Saniele

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