Matheus “Pinduca” Monteiro, de 27 anos, estreia na 13ª temporada do MasterChef Brasil com uma proposta que foge do roteiro habitual dos reality shows culinários: valorizar a culinária rural e mostrar a ligação direta entre o alimento e sua origem. Natural de Goiás e formado em Zootecnia pela Universidade Federal de Goiás (UFG), Pinduca pretende usar a vitrine do programa para divulgar uma filosofia gastronômica construída na roça e viabilizar o sonho de abrir um restaurante com identidade própria.
A ligação com a cozinha começou na adolescência, quando observava a família preparar alimentos produzidos na propriedade. “Meu pai é um exímio cozinheiro. Eu sempre gostei dessa coisa de fazer alimento que a gente está conectado com a origem dele. Colher uma fruta do pé, criar um animal, produzir um queijo. Sempre achei isso um conceito de comida de verdade”, disse ao Jornal Opção.
Para Matheus, cozinhar vai além da técnica: envolve entender todo o percurso do alimento até a mesa. Ele explica que prefere participar de cada etapa do processo — da produção ao preparo — em vez de recorrer apenas ao supermercado. A formação em Zootecnia aprofundou essa visão, reforçando a importância do bem-estar animal e do respeito por quem produz os alimentos. “A zootecnia reforçou muito a noção de respeito aos animais. Para consumir qualquer produto de origem animal, é preciso tratar bem desses animais. Além da questão ética, um animal maltratado produz mal”, afirmou.
No reality, Pinduca aposta na originalidade de pratos inspirados no universo rural. Ele reúne essa proposta no projeto pessoal “Do Mato ao Prato”, que busca contar a história por trás dos ingredientes. “O próprio nome já diz: é tirar o alimento do mato e levar para o prato. Eu gosto de contar a história daquele ingrediente. Não é simplesmente uma carne servida na mesa. Existe toda uma trajetória até ela chegar ali”, explicou.
A participação no MasterChef surgiu como a oportunidade de levar essa mensagem a um público maior. Matheus acredita que a autenticidade de sua cozinha pode ser o diferencial na competição: “Com certeza isso pode contribuir de forma muito positiva porque eu tenho autenticidade e originalidade dentro da cozinha.”
Além da disputa, o competidor pretende transformar a visibilidade em projeto concreto: abrir um restaurante que valorizem sabores rústicos e ingredientes tradicionais do interior. Ele espera, com isso, desconstruir tabus e apresentar alternativas menos exploradas da gastronomia brasileira.
Para Pinduca, a gastronomia ganha significado quando vinculada às histórias e às pessoas que produzem os alimentos. “A comida fica mais especial quando você conhece a história dela. É isso que eu quero mostrar dentro e fora do MasterChef.”

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