Uma mulher de 23 anos, Emilli Vitória Guimarães Lopes, teve o corpo gravemente queimado na frente da filha de 3 anos, em Aparecida de Goiânia (GO). O principal suspeito do crime é o companheiro da vítima, Raffael Castro da Silva, de 22 anos, conforme denúncia feita pela família e apurada pela Polícia Civil.
O caso ocorreu na quarta‑feira (28), mas só veio à tona de forma mais clara no fim de semana, quando a mãe da vítima, Pauliana Alves Guimarães, descobriu que a filha estava internada em estado grave na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Estadual de Urgências Governador Otávio Lage de Siqueira (Hugol), em Goiânia. A informação consta em documento protocolado no Tribunal de Justiça de Goiás (TJ‑GO), em que a avó pede medida protetiva para a neta e para o próprio filho.
Segundo a família, o homem teria ateado fogo na companheira diante da filha, em um contexto de violência doméstica. A menina de 3 anos, ao ser questionada pelos avós, teria dito que o pai “jogou fogo na mamãe”, contrariando a versão apresentada pelo suspeito. Raffael afirmou que o episódio teria sido um acidente: enquanto preparava o jantar, teria passado álcool na pia e houve uma explosão de chamas que atingiu Emilli. Ele ainda relatou que colocou a companheira debaixo do chuveiro para apagar o fogo e que ela teria pedido para não avisar a família.
A mãe da vítima contou à Polícia Civil que Emilli já havia sido agredida anteriormente pelo companheiro e chegou a ficar alguns dias abrigada na casa dela, mas optou por voltar ao relacionamento. Diante do histórico de violência e da gravidade do episódio, Pauliana solicitou medida protetiva em favor da neta e do filho, alegando que a criança também estaria exposta ao agressor.
O caso está sendo investigado como violência doméstica contra a mulher, com possibilidade de enquadramento em tentativa de feminicídio, dada a gravidade das queimaduras e o contexto de agressão. Até a última atualização das reportagens, o suspeito não havia sido preso e o Hugol não divulgou novos detalhes sobre o quadro clínico de Emilli, que permanecia em estado gravíssimo na UTI.
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