Pacientes crônicos de Bonsucesso serão atendidos em outras unidades

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Pacientes crônicos e transplantados que eram atendidos no Hospital Federal de Bonsucesso (HFB), na zona norte do Rio de Janeiro, continuarão sendo acompanhados pelo corpo clínico da unidade nos locais para onde foram transferidos.

O Prédio 1 do HFB foi atingido por um incêndio na terça-feira (27) e suspendeu o atendimento, transferindo todos os pacientes que estavam internados. Quatro deles morreram após o incêndio.

Segundo o representante do corpo clínico do HFB, Júlio Noronha, a direção do hospital adiantou a possibilidade de dar férias coletivas para os funcionários a partir de 1º de novembro, já que as férias foram suspensas por causa da pandemia. Porém, segundo ele, os médicos de especialidades que exigem acompanhamento de perto dos pacientes organizarão uma forma de continuar o atendimento.

“Algumas especialidades, como a nefrologia e a hematologia, têm doentes crônicos. Nós temos dois mil transplantados que tomam remédios para não ter rejeição. Então, os médicos dessas especialidades não estariam de férias, teriam que fazer um esquema entre eles para garantir o atendimento. Nós temos pacientes da nefrologia no Hospital dos Servidores e os transplantados estão no Hospital da Lagoa. São pacientes que não podem ficar abandonados, então os nossos médicos atenderiam nessas unidades”, explicou.

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De acordo com Noronha, o HFB tem 3.500 funcionários e um grupo responsável pelo ambulatório está entrando em contato com os pacientes para desmarcar as consultas já agendadas.

Risco de explosão

O médico disse, ainda, que, apesar de o incêndio ter ocorrido em um dos prédios, todo o hospital foi fechado porque havia risco de explosão em um gerador de energia, conforme laudo emitido no ano passado em conjunto pela Defensoria Pública, técnicos do Ministério da Saúde e o Corpo de Bombeiros.

“É um risco porque a subestação não dá mais vazão para a parte elétrica. O hospital tem 71 anos, nunca teve uma reforma realmente estrutural e puxa muita energia, o parque tecnológico se modernizou, temos muito mais uso de respirador, de bomba infusora, e o ar-condicionado aumentou o número [de aparelhos]”, afirmou.

Segundo Noronha, que trabalha no HFB há mais de 40 anos, a subestação de energia no hospital apresenta problemas desde 2005.

“A nossa subestação está dando problema desde 2005, porque cada vez você coloca mais aparelhos elétricos, não houve nenhuma manutenção elétrica de verdade. Até o prédio mais novo, do ambulatório, queimou toda a fiação há um mês e meio. Já foi pedido pelo Ministério da Saúde aqui do Rio de Janeiro a reforma imediata, assim que chegou o relatório, no ano passado, baseado na gravidade [dos fatos]. E infelizmente nada foi feito”, observou.

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Em nota, o Ministério da Saúde confirmou que “avalia conceder férias aos servidores que já tenham o período vencido” e ressalta que as reformas já estão em andamento.

“O complexo de Bonsucesso deve passar por uma modernização para atender a legislação atual, sendo que há projetos em andamento para realizar uma série de reformas. No ano passado, foi repassada verba suplementar de R$ 1,8 milhão para a modernização da unidade”. O ministério não informou por quanto tempo o atendimento no HFB ficará suspenso.

*Colaborou Raquel Júnia, repórter do Radiojornalismo da EBC

Edição: Kleber Sampaio

Fonte: EBC Saúde

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Governo cria Comitê Interministerial de Doenças Raras

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O governo federal criou o Comitê Interministerial de Doenças Raras, que funcionará no âmbito do Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos até 1º de janeiro de 2027. O decreto, assinado ontem (3) pelo presidente Jair Bolsonaro, foi publicado hoje (4) no Diário Oficial da União.

Segundo o texto, o órgão é consultivo, de estudos e articulação e será destinado a estimular o desenvolvimento de políticas públicas intersetoriais para pessoas com doenças raras, incentivar o intercâmbio de experiências e práticas relevantes entre a administração pública, instituições de pesquisa e entidades representativas e incentivar a atuação em rede dos centros especializados e hospitais de referência e dos demais locais de atendimento às pessoas com doenças raras da rede pública.

Além disso, o grupo deverá apresentar uma proposta de definição para doenças raras, a ser adotada em âmbito nacional e formular estratégias para coleta, processamento, sistematização e disseminação de informações sobre doenças raras.

Como funcionará

O Comitê Interministerial de Doenças Raras será composto por representantes das secretarias nacionais dos Direitos da Pessoa com Deficiência, a quem caberá a coordenação, e dos Direitos da Criança e do Adolescente, ambas do Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos. 

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Também contará com representantes da Casa Civil, do Ministério da Educação, da Subsecretaria da Perícia Médica Federal do Ministério da Economia, das secretarias nacionais de Assistência Social e de Atenção à Primeira Infância, ambas do Ministério da Cidadania, das secretarias de Atenção Especializada à Saúde e de Ciência, Tecnologia, Inovação e Insumos Estratégicos em Saúde do Ministério da Saúde, e das secretarias de Empreendedorismo e Inovação e de Pesquisa e Formação Científica do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações.

O decreto proíbe a divulgação de discussões em andamento no comitê sem a prévia anuência do coordenador. Os membros do grupo se reunirão, em caráter ordinário, a cada três meses. O presidente do comitê poderá ainda convidar especialistas, membros da comunidade acadêmica e representantes de outros órgãos e entidades, públicos e privados, para participar de reuniões, sem direito a voto.

Edição: Kleber Sampaio

Fonte: EBC Saúde

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