Sofrimento de família

Pai de peão de rodeio que sumiu em viagem de SP para GO pede ajuda para encontrá-lo

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Anderson Cardoso Domingues morava em Ribeirão Preto e decidiu voltar para Caldazinha em busca de novas oportunidades de trabalho, mas não chegou ao destino.

O aposentado Augustinho Cardoso, pai do peão de rodeio Anderson Cardoso Domingues, de 29 anos, pede ajuda para encontrar o filho, que desapareceu no dia 24 de setembro, quando voltada de Ribeirão Preto (SP) com destino a Caldazinha (GO).

“Nós esperamos que nos ajudem, que ele volte rápido para casa. Estamos muito incomodados porque ficamos esperando a volta dele, e ele não aparece. Todo mundo está sofrendo muito”, desabafa seu Augustinho.

Conforme a família, um amigo que morava com ele disse que o peão saiu da fazenda em que moravam decidido a voltar para Goiás, mas não chegou ao destino.

O sumiço foi registrado pela família na Polícia Civil de Goiás no dia 9 de outubro. Segundo os pais, o goiano decidiu voltar para a cidade natal em busca de novas oportunidades de trabalho, já que a quantidade de rodeios em Ribeirão Preto diminuiu por conta da pandemia da Covid-19.

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A mãe do jovem, Sirlene Domingues Vieira Teixeira, de 54 anos, conta que o filho trabalhava nos últimos meses por diárias de montagem em fazendas no interior paulista, mas o serviço pagava pouco. Assim, ele viu a renda cair subitamente. “Durmo mal ultimamente e choro muito com essa angústia em não saber onde meu filho está. Não sabemos se ele foi morto ou virou morador de rua. Pode estar passando fome”, disse.

Carona

A preocupação da mãe se baseia nas condições de viagem a que o filho se submeteu. Segundo Sirlene Teixeira, ele decidiu voltar pegando carona na estrada e com pouco dinheiro no bolso.

“Nós fazíamos contato com ele por meio do celular de um amigo que morava com ele em São Paulo, na fazenda onde trabalhava. O celular dele foi roubado há alguns meses. Esse amigo dele que nos relatou que ele voltou de carona na estrada e quase não tinha dinheiro”, explica Sirlene.

A mãe conta ainda que não sabia que o filho queria voltar para Caldazinha nestes últimos dias. Eles chegaram a conversar sobre a volta há alguns meses, mas que o retorno agora no final de setembro não estaria combinado.

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“O último dia que ele falou comigo foi em 23 de setembro e não comentou nada que viria embora. Dia 30 de setembro eu me preocupei, porque ele não tinha ligado mais. Liguei para esse amigo dele da fazenda, e ele me falou que dia 24 de setembro ele tinha saído da fazenda, dizendo que estava vindo embora”, relata a mãe do rapaz.

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Executores de advogados na Capital marcaram hora para matar

O motivo dos crimes segue em investigação. A PC não vai falar sobre o assunto

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A morte dos advogados Marcus Aprígio Chaves, de 41 anos, e Frank Alessandro Carvalhaes de Assis, de 47, na tarde de ontem (28) mobilizou a criação de uma força-tarefa com cinco delegados e 30 policiais civis. A intenção é descobrir quem são os dois homens que marcaram horário para conversar com os defensores dentro de um escritório, no Setor Aeroporto, em Goiânia, e atiraram na nuca das vítimas antes de fugir.

Marcus Aprígio Chaves é filho do desembargador Leobino Valente Chaves. Frank Alessandro Carvalhaes de Assis é filho de um delegado aposentado, Francisco de Assis. Na foto abaixo, Frank Carvalhaes de Assis (e) e Marcus Aprígio Chaves (d).

Uma testemunha relatou aos investigadores que há alguns dias um homem entrou em contato com o escritório por telefone, informou o nome e pediu um encontro com Marcus Aprígio. A secretária teria informado que não haveria agenda para o atendimento naquela data, mas ontem à tarde os dois homens chegaram e um deles se apresentou com o mesmo nome informado por telefone dias antes e, mesmo sem estarem com a confirmação do encontro para ontem, foram atendidos.

O comportamento dos suspeitos antes do crime foi relatado como tranquilo desde que chegaram em um veículo branco. Eles entraram no escritório, que não tem fachada, mas está localizado na Rua 9-A, bastante movimentada, perto de laboratórios e farmácias. Eles se sentaram, conversaram e aguardaram o momento de entrarem na sala, já que o horário não havia sido confirmado pela secretária de Marcus. Eles estariam sem máscaras, mas não há câmeras de monitoramento dentro do escritório.

Depois de levados para a sala de atendimentos, onde Frank já estava trabalhando, um deles teria pedido uma quantia em dinheiro. Marcus teria dado R$ 2 mil em espécie, mas eles ainda ordenaram que os dois ficassem de costas e atiraram. A secretária teria corrido para outra sala e se escondido dentro de um banheiro. Ela ligou para a polícia e informou o crime. Tudo isso aconteceu por volta de 14h35. O Corpo de Bombeiros foi chamado às 15 horas e, ao chegar ao local, constatou a morte das duas vítimas.

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A Polícia Civil (PC) ainda investiga a motivação do crime, apesar de colegas de profissão acreditarem que o ato tem relação com o exercício da profissão. O presidente da Comissão de Prerrogativas da Ordem dos Advogados do Brasil em Goiás (OAB-GO), Davi Soares da Costa Júnior, acompanhou o trabalho dos policiais e disse que, se houver indício de crime associado à profissão, a Ordem entende que é também um ataque à sociedade.

Ele destacou que os dois advogados são profissionais competentes e ilibados. Ambos operavam na área cível. Um colega de profissão chegou a dizer que os dois atuavam em um processo judicial que envolve valores altos, além de propriedades, mas esta informação não foi confirmada pelos investigadores.

A PC busca imagens de câmeras de segurança dos estabelecimentos comerciais vizinhos ao local do crime. Uma funcionária de um laboratório que fica perto do escritório contou, sem se identificar, que agentes da Delegacia Especializada em Homicídios já haviam solicitado imagens. “A gente fica assustada, não tinha visto movimento atípico até a chegada dos bombeiros. Eu achei, no início, que pudesse ser alguém passando mal porque tem muita clínica aqui perto, mas quando saí, vi a movimentação”.

 

Movimentação

O crime ocorreu no início da tarde, mas movimentou a Rua 9-A durante o restante do dia. Depois do crime, os Bombeiros chegaram, assim como a Polícia Militar e a Polícia Civil. Muitas pessoas, entre colegas de profissão e funcionários de empresas próximas se reuniram para acompanhar o trabalho da investigação. A perícia chegou por volta de 16 horas e a viatura do Instituto Médico Legal (IML) chegou às 18 horas para remoção dos corpos e saiu de lá pouco depois, às 18h35.

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Entre os colegas de profissão, compareceu ao local o advogado Walmir Cunha, vítima de um atentado à bomba em julho de 2016. “Este é um dia muito triste para a advocacia e para todo o sistema judiciário. O advogado é quem exerce o direito do cidadão e é a voz da população. Todos perdemos porque eram pessoas que trabalhavam pela sociedade, pela garantia do direito de cada um”. Ele ainda relembrou o ano em que foi vítima. “Felizmente eu pude reviver, mas esta situação é muito séria. A sociedade precisa proteger o advogado”, destacou Walmir.

Outros advogados atuam no mesmo escritório, além das duas vítimas, mas nenhum quis falar com a reportagem. Durante o trabalho da perícia, os carros e salas de todos foram revistados e, como nada poderia ajudar na investigação, foram liberados. Apenas a testemunha, bastante abalada, foi encaminhada para a delegacia.

Nenhum familiar das vítimas compareceu ao local do crime na tarde de ontem. Depois do crime, o Tribunal de Justiça do Estado de Goiás (TJ-GO) decretou luto oficial por três dias em memória das vítimas. O presidente do TJ-GO, desembargador Walter Carlos Lemes, emitiu nota falando da “profunda consternação no meio judiciário goiano pelo falecimento dos advogados, que, ao longo de suas carreiras prestaram relevantes serviços à Justiça goiana”.

O governador Ronaldo Caiado (DEM) determinou apuração rápida do crime. Disse que recebeu a notícia com perplexidade e imensa tristeza e que em nome dos goianos, se solidariza com os familiares e amigos das vítimas. Em nota, ele ainda diz que assegura que o “ocorrido será apurado com todo o rigor da lei e que o Estado não medirá esforços para prender os responsáveis por este ato tão bárbaro”. Com OP

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