Pandemia provoca perda média no faturamento do comércio do Rio

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Apesar do ano difícil, muitos empreendedores do estado do Rio de Janeiro se sentiram motivados pela pandemia: 46% dos pequenos negócios encontraram na inovação um caminho para driblar a crise, por meio do lançamento de novos itens ou ampliando o mix de produtos e serviços. É o que aponta levantamento do Serviço Brasileiro de Apoio à Micro e Pequena Empresa do estado (Sebrae-RJ). A pesquisa ouviu 473 empresários, entre os dias 20 e 24 de novembro.

Para superar as restrições impostas pela pandemia, 70% das empresas passaram a distribuir suas vendas por canais digitais como aplicativos, redes sociais e internet. Apenas 30% dos pequenos negócios não vendem de forma online. Dentre as ferramentas digitais, o Whatsapp Business é o preferido das micro e pequenas empresas, seguido de aplicativo de gestão ou programas de software (programas de computador), propagandas nas redes sociais, Google Meu Negócio, ferramenta para gestão de clientes e automação de processos.

A principal característica desse momento de pandemia foi a adaptação e migração das empresas do offline (presencial) para o online (virtual), analisou a coordenadora de Mercado do Sebrae Rio, Raquel Abrantes. Segundo ela, “houve uma verdadeira mudança de postura tanto do empreendedor quanto do cliente. A internet e a conectividade ajudaram muito com um posicionamento rápido de mercado e de novas conquistas comportamentais. Percebemos que os empreendedores que se adaptaram às novas diretrizes impostas pela pandemia conseguiram se posicionar de forma favorável e enxergaram os desafios como oportunidades”.

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Para 2021, a maioria dos pequenos empreendedores pretende investir em divulgação do seu negócio, além de lançar novos produtos, aumentar a capacidade produtiva e o atendimento, fazer cursos para aprimoramento profissional, ampliar produtos e serviços, realizar reformas no estabelecimento e oferecer capacitação para os funcionários. Apesar dos planos formulados e da aposta em inovação, a pesquisa apurou que 52% dos entrevistados ainda relatam dificuldades para manter o negócio. Para 27%, as mudanças impostas no período foram importantes para o negócio, 13% acham que o pior já passou e 8% seguem otimistas com as oportunidades futuras.

Edição: Valéria Aguiar

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ECONOMIA

Dólar recua para R$ 5,32 após divulgação de ata do Copom

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Beneficiado pela divulgação da ata da reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), que apontou a possibilidade de os juros aumentarem antes do tempo previsto, o dólar teve forte queda nesta terça-feira (26). Em direção oposta, a bolsa de valores começou o dia em alta, mas terminou em baixa pela quinta sessão consecutiva.

O dólar comercial encerrou o dia vendido a R$ 5,327, com recuo de R$ 0,182 (-3,3%). Com o desempenho de hoje, o real corrigiu o atraso em relação a moedas de outros países emergentes, que haviam caído perante o dólar nos últimos dias.

No mercado de ações, o Ibovespa fechou esta terça aos 116.464 pontos, com recuo de 0,78%. O índice foi afetado principalmente pela desvalorização de ações de bancos.

Caso o Banco Central (BC) comece a elevar a taxa Selic (juros básicos da economia) ainda no primeiro semestre, o Brasil torna-se mais atrativo para o capital financeiro. Isso estimula a entrada de fluxos estrangeiros que pressionam para baixo a cotação do dólar.

A cotação, no entanto, não caiu apenas por causa das perspectivas em torno da política monetária. O clima mais otimista nos mercados internacionais e declarações do ministro da Economia, Paulo Guedes, de que uma eventual retomada do auxílio emergencial terá de ser coberta com recursos de outras áreas do orçamento, também foi bem recebida pelos investidores.

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A queda na bolsa de valores foi parcialmente influenciada pela ata do Copom. Isso porque uma possível antecipação do aumento de juros diminui a atratividade da bolsa de valores e estimula aplicações em renda fixa, como títulos do Tesouro Nacional e Certificados de Depósitos Bancários (CDB).

*Com informações da Reuters

Edição: Nádia Franco

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