Opinião

Reflexões sobre a regulamentação do aborto legal

Proponho algumas reflexões sobre o Projeto de Lei para regulamentar o aborto legal (estupro e anencéfalo).

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Mario Eugenio Saturno é Tecnologista Sênior do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) e congregado mariano.

Ao longo dos meus 62 anos, aprendi que quem insiste na honestidade são os desonestos. Uma pessoa correta presta conta de suas atitudes de forma clara, direta e simples. A mentira vêm de elaboradas construções mentais. Já ensinava Guilherme de Ockham que a verdade está na simplicidade, a explicação mais simples deve ser a correta. Este pensamento dominou a incipiente Ciência até hoje. Ockham era franciscano, o que explica sua filosofia.

É claro que a escolha só pode ser feita depois de elaborada pesquisa. A aparência de simplicidade engana os desatentos, por exemplo, a experiência diária do sol faz muitos acreditarem que é o sol quem circula a Terra, quando na verdade isso é uma ilusão. E como distinguir ilusão da realidade? Com estudo!

Dessa forma, também, proponho algumas reflexões sobre o Projeto de Lei para regulamentar o aborto legal (estupro e anencéfalo). Afinal, hoje, se uma grávida declarar que foi estuprada e achar um médico que faça o aborto, um “feto” de oito meses pode ser morto.

1) A primeira observação surpreendente foi a artimanha do deputado do Partido Liberal que tem o número 22, assim sem nenhum critério científico, estabelece o limite de 22 semanas.

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2) Em geral, os médicos que se manifestavam estabeleciam o limite de 3 meses para definir o início da vida humana e o momento para não recomendar mais o aborto. O deputado deveria ter se fixado nas 13 semanas, mas é o número do partido antagônico, né?

Para estabelecer um limite, o Conselho Federal De Medicina, em 03/04/2024, fez a Resolução 2.378/2024: É vedado ao médico a realização do procedimento de assistolia fetal, ato médico que ocasiona o feticídio, previamente aos procedimentos de interrupção da gravidez nos casos de aborto previsto em lei, ou seja, feto oriundo de estupro, quando houver probabilidade de sobrevida do feto em idade gestacional acima de 22 semanas. Mas foi suspensa pelo Supremo Tribunal Federal (STF)…

3) A Igreja Católica, os cristãos (de verdade) e judeus são contra o aborto, pois a vida inicia na concepção, que tem a participação de Deus. Vide Catecismo, CIC §2270 a §2275. O Código do Direito Canônico diz no Cân. 1398: Quem procurar o aborto, seguindo-se o efeito, incorre em excomunhão latae sententiae (autoexclusão). Quem se pensa católico ou cristão e diz “mas”, lamento, precisa voltar para o Catecismo da Primeira Comunhão, pois esqueceu, ou nunca aprendeu.

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4) Homicídio é mais grave que estupro, basta ver a economia das penas. Não tem como uma agressão ser comparada à morte. E observe que, hoje, o artigo 123 do Código Civil já estabelece que se a mãe matar, sob a influência do estado puerperal, o próprio filho, durante o parto ou logo após, uma pena de detenção de dois a seis anos.

5) O projeto de lei faz algo bom, estabelece o limite da “barbárie”, pois, como está hoje, é possível matar um “feto” de 7 ou 8 meses. Se isso não for infanticídio, creio que a sociedade precise debater Ética e Moral. Faz sentido considerar que se o feto já puder sobreviver fora do útero, já tenha direito natural à vida? Então que se faça um parto e não aborto!

Mario Eugenio Saturno (fb.com/Mario.Eugenio.Saturno) é Tecnologista Sênior do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) e congregado mariano

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ARTIGO

Como a Geração Z faz para transformar qualquer conteúdo em um ‘viral’?

E por que digo isso? Um time intergeracional consegue ser muito mais forte e potente, sendo capaz de tornar as estratégias ainda melhores. Não é sobre “a geração da vez” no mercado de trabalho, mas sim que seja possível aprender um pouco com todos. As gerações mais velhas possuem um vasto repertório de mercado, que se unificados com o conhecimento tecnológico das mais novas, pode trazer resultados fantásticos para os negócios e inovação que realmente resolvem problemas sociais.

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Luiz Menezes é fundador da Trope

Você já parou para pensar o que faz com que um conteúdo viralize nas redes sociais atualmente? Essa pergunta pode ter várias respostas, afinal, fatores diferentes podem fazer com que um vídeo se destaque na internet, que recebe novas informações de pessoas do mundo inteiro em fração de segundos, o que também deixa a disputa por espaço cada vez mais acirrada.

Durante a palestra ‘How to Make Anything Go Viral’, que eu assisti presencialmente na VidCon da Califórnia, a creator Jenny Hoyos, que tem 19 anos e 1 bilhão de inventário de visualizações só no YouTube, explicou os segredos para ter uma média de mais de 10 milhões de visualizações no YouTube Shorts, que envolvem aumentar a audiência e criar ganchos cativantes que retêm a atenção do seu público ao longo dos seus vídeos, fazendo com que queiram assistir diversas vezes.

Fazendo uma análise bem detalhada de todos os seus vídeos, Jenny comentou que foi comprovado que a métrica que correlaciona as melhores visualizações nos shorts do YouTube é a retenção, que é o tempo de vídeo que os espectadores mais assistem ou quanto do vídeo eles estavam assistindo. Para a creator, a meta em um vídeo de 60 segundos é de 90% de retenção.

Hoje em dia, conteúdos verticais costumam se tornar virais de forma rápida e fazem grande sucesso, principalmente com a Geração Z, que são pessoas de 13 a 27 anos. Esse público é um dos que mais consome vídeos no formato, mas que também tende a perder o interesse com maior facilidade, então o vídeo precisa apresentar elementos que prendam a atenção. Porém, como fazer com que se torne um viral?

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Jenny Hoyos respondeu essa dúvida, ao afirmar que o criador de conteúdo não precisa ter uma super ideia quando decide gravar um vídeo, mas deve saber tornar essa ideia em algo maior. Ela disse que dá para transformar qualquer coisa em um bom conteúdo de potencial viral, mas tudo depende do gancho, que está entre os 2 a 3 primeiros segundos do vídeo. A partir disso, informou três dicas para um vídeo se tornar viral:

  1. O vídeo precisa ser visualmente chocante (o gancho trazido no início está totalmente relacionado a isso);
  2. É preciso garantir que o vídeo estabeleça expectativas de forma visual e auditiva;
  3. Também é preciso gerar conexão, tem que ter um motivador ou uma motivação para a pessoa assistir o conteúdo até o fim e esse motivo precisa ser simples e conciso.

A creator mencionou que além dessas dicas, é preciso se manter consistente, criando uma marca pessoal. Muitos vídeos sobre ‘dia a dia’ estão fazendo sucesso nas redes sociais, porque as pessoas conseguiram encontrar a parte intrigante do conteúdo e o transformaram em viral. Como por exemplo o Culture Kids Group, uma empresa belga que tem quase 6,5 milhões de visualizações no TikTok. É uma agência liderada por pessoas da GenZ e o conteúdo consiste em mostrar cultura corporativa não tradicional.

No entanto, gosto de ressaltar que não existe receita de bolo. Atualmente, creators, e não só da Geração Z, costumam ser “reféns do algoritmo”, pois apesar de entenderem o formato, replicarem e conseguirem fazer com que conteúdos viralizem, pode não dar certo todas as vezes. Seguimos parâmetros direcionais, mas se o algoritmo não entregar o conteúdo ou houver alguma instabilidade na plataforma naquele dia, não tem o que fazer e não vamos conseguir engajar as pessoas. É importante ter isso claro.

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Por outro lado, o saldo de tudo que foi abordado é bem positivo. Ver uma pessoa com pouca idade em cima de um palco falando sobre o quanto a Geração Z engaja conteúdos na internet e explicando sobre as formas de tornar essa criação mais assertiva me deixou muito esperançoso. Principalmente porque notei que haviam pessoas de diferentes idades na plateia, o que reforça o que sempre falo: nós precisamos das gerações coexistindo.

E por que digo isso? Um time intergeracional consegue ser muito mais forte e potente, sendo capaz de tornar as estratégias ainda melhores. Não é sobre “a geração da vez” no mercado de trabalho, mas sim que seja possível aprender um pouco com todos. As gerações mais velhas possuem um vasto repertório de mercado, que se unificados com o conhecimento tecnológico das mais novas, pode trazer resultados fantásticos para os negócios e inovação que realmente resolvem problemas sociais.

Luiz Menezes é fundador da Trope

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