A Polícia Civil prendeu quatro pessoas suspeitas de aplicar golpes na compra e venda de carros na internet, em Goiás. Eles conseguiam os veículos das vítimas, simulavam o pagamento e, em seguida, os revendiam. A suspeita é que o grupo tenha feito mais de 50 vítimas.
De acordo com as investigações, o grupo, formado por jovens de classe média, comprava carros anunciados no site OLX e pagavam com cheques sem fundos ou fazendo depósitos com envelopes vazios. A câmera de segurança de um banco registrou o momento em que dois criminosos vão com uma das vítimas a um caixa eletrônico e simulam fazer o pagamento. Eles chegam a mostrar o comprovante da transação para a vítima, que entregou o carro, mas não recebeu o valor combinado.
“Os golpistas simulavam essa transferência e, de posse do comprovante, as vítimas iam ao cartório para fazer a transferência do veículo. Quando se davam conta que o dinheiro não tinha caído, já tinham feito essa transferência e não conseguiam recuperar o dinheiro”, explicou o delegado Paulo Ludovico.
Depois de conseguir os veículos por meio do golpe, o grupo os anunciavam novamente no site OLX. “Em um ou dois dias eles já revendiam o carros novamente. Eles entregavam os carros já com a documentação deles”, disse o delegado.
Em nota, a OLX explicou que a atividade da empresa é disponibilizar espaço para que usuários possam anunciar e encontrar produtos e serviços de forma rápida e simples e que toda a negociação é feita fora do ambiente do site. Assim, a empresa não tem controle sobre as transações feitas entre os usuários.
No comunicado, o site informou que repudia esse tipo de atitude dos suspeitos, pois vai contra as regras da OLX e que está à disposição das autoridades para ajudar nas investigações. Além disso, o site tem um botão de denuncia em todos os anúncios, possibilitando que qualquer pessoa alerte sobre eventuais práticas irregulares ou conteúdos indevidos.
Segundo a Delegacia Estadual Delegacia de Repreensão a Furtos e Roubos de Veículos Automotores (Derfrva), já foram identificadas 15 vítimas, mas a suspeita é que mais pessoas cairam no golpe em Goiás, Maranhão, Tocantins e Distrito Federal.
“Em alguns casos nós já conseguimos identificar as vítimas, as pessoas que compraram os veículos e eles foram devolvidos às pessoas de direito”, concluiu o delegado.



































