O Vila Nova teve de esperar 19 anos para voltar a comemorar um título nacional. Depois de vencer a Série C, em 1996, ontem à noite o alvirrubro sagrou-se bicampeão do Campeonato Brasileiro da terceira divisão ao golear o Londrina, de virada, por 4 a 1, no Serra Dourada. Mais de 40 mil torcedores compareceram ao estádio. O time do técnico Márcio Fernandes precisava ganhar por dois gols de diferença – perdeu o jogo de ida por 1 a 0 –, mas, apoiado pela torcida, o Vila fez a sua parte e chegou a título com mérito. “É uma vitória de todos os vilanovenses”, disse o presidente Gutemberg Veronez, o Guto, em meio às comemorações.
Os gols da vitória vilanovense foram marcados por Ramires, Moisés (2), Zotti. Bruno Batata marcou o de honra dos paranaenses.
O jogo
Precisando vencer por uma diferença de dois gols, o Vila Nova adotou uma postura ofensiva logo que o árbitro Thiago Duarte Peixoto (SP) apitou o início da partida. O Londrina, precavido, marcava com eficiência e a torcida vilanovense fazia a parte dela ao empurrava o time.
O Vila Nova, porém, foi surpreendido logo aos 4 minutos após um lance discutível. Em jogada de contra-ataque, Rafael Gava cruzou a bola. Involuntariamente, o zagueiro Vítor tocou o braço esquerdo na bola e a arbitragem marcou falta pelo lado esquerdo do ataque. O próprio Gava cobrou e o centroavante Bruno Batata desviou de cabeça – 1 a 0 Londrina.
Mesmo em desvantagem no placar, o alvirrubro foi para cima do adversário. Dois minutos depois, empatou. O lateral Marinho Donizete cruzou, Moisés escorou para dentro da área, Robston furou e Ramires, que vinha logo atrás, bateu de primeira – 1 a 1. Euforia total no Serra Dourada, já que o gol dava esperança de reverter à situação – o Vila precisava pelo menos mais dois gols.
Empurrado pela torcida, a equipe vilanovense não demorou muito para virar o placar. E conseguiu. Aos 10, o volante Robston fez belo lançamento para Moisés. O atacante, o melhor jogador em campo, dominou no peito e bateu na saída do goleiro – 2 a 1. Para alcançar o título, a equipe do técnico Márcio Fernandes precisava marcar mais um gol.
Porém, o Londrina se recompôs e neutralizou as investidas dos goianos. O ritmo da decisão, com isso, caiu. O Londrina ainda chegou a marcar, mas O gol foi bem anulado pela arbitragem. Aos 40, após cobrança de falta, Sílvio balançou a rede do goleiro Edson. Contudo, o jogador paranaense estava impedido.
Quatro expulsões
Aceso, o Vila voltou para o segundo tempo disposto a superar a marcação do rival. Logo aos 2 minutos, o lateral Marcelo arriscou de fora da área e a bola passou rente ao travessão. Robston, aos 5, também assustou o goleiro Vitor. Um minuto depois, Moisés bateu cruzado, mesmo desequilibrado. Sorte dos paranaenses que a bola desviou na defesa.
O meio-campista Zotti, que ganhou a confiança do técnico na decisão ao começar como titular, encaminhou o título ao marcar um golaço no Serra Dourada. Na cobrança de escanteio, aos 7, a defesa rebateu e o apoiador pegou de primeira de perna esquerda – 3 a 1. Explosão no Serra Dourada, já que o bicampeonato estava sendo encaminhado.
O Londrina, apesar da marcação eficiente do Vila, buscava diminuir o placar. Netinho, que havia entrado no lugar de Diogo Roque, recebeu a bola de Bruno Batata e chutou a bola no travessão, aos 28.
A partir dos 40 minutos, quatro expulsões – três do Londrina e uma do Vila. O lateral Rhuan foi o primeiro a receber cartão vermelho. Depois foi a vez de Patrick, aos 46. Moisés marcou o quarto gol aos 49 depois de jogada de contra-ataque. O atacante recebeu de Frontini e, como o goleiro estava fora do gol, chutou de fora da área e a bola entrou devagarinho. Na sequência, ele tirou a camisa e foi expulso. Bruno Batata, aos 51, desferiu uma cotovelada em Frontini e também saiu de campo mais cedo, enquanto a torcida comemorava o bicampeonato.





































