Foi sepultado na manhã de hoje (10) em Jussara, em clima de comoção, o sargento Uires Alves da Silva de 47 anos, morto durante diligência na noite de sexta-feira (08) em Itacaiu.
O corpo do militar foi transportado por uma viatura do Corpo de Bombeiros e ele foi homenageado durante a cerimônia por seus colegas de profissão.
Uires morreu após uma confusão em Itacaiu, distrito de Britânia. Na ocasião, o homem que atirou contra Uires também foi morto e outro policial militar ficou gravemente ferido e outras duas pessoas foram baleadas no pé.
Conforme a ocorrência registrada pela Polícia Militar (PM), a equipe composta por Uires e pelo soldado Hélio Bezerra de Souza foi chamada para atender uma ocorrência de som alto ao lado do Centro Comunitário, onde havia acabado de acontecer a final de um campeonato local.
O dono do veículo que estava com o som alto, Bruno Vieira de Souza, inicialmente atendeu o pedido dos policiais, mas, assim que a viatura saiu, ligou novamente o som. Os policiais retornaram ao local e quando faziam a detenção de Bruno foram cercados e agredidos pela esposa e pelo pai dele, Ismael Pereira de Souza.
Uma das pessoas que estavam no local filmou a confusão. No momento em que Bruno era colocado no porta malas da viatura, o pai dele pegou a pistola do coldre do sargento e, pelas costas, efetuou três disparos. O sargento Uires chegou a ser levado por um popular que dirigiu a viatura ao hospital de Britânia, mas morreu antes de ser atendido.
Ao perceber a ação do suspeito, o soldado Helio Bezerra sacou a arma e reagiu. Durante a troca de tiros, Ismael Pereira também foi atingido pelos disparos e morreu no local. O soldado Bezerra também foi ferido e está internado em estado grave.
Rapaz solto
Bruno Vieira de Souza, filho de Ismael Pereira de Souza, que pegou a pistola do policial militar e o matou em Itacaiu, distrito de Britânia, na região oeste de Goiás, foi solto por decisão da Justiça. O caseiro Brunno Vieira de Sousa, de 29 anos, deixou o presídio de Aruanã na noite de ontem (09).
Brunno foi solto após alvará de soltura expedido pelo juiz plantonista Luís Henrique Lins Galvão de Lima. No documento, o juiz conclui que, pelo boletim de ocorrência da Polícia Militar, o caseiro não empunhou arma nem alvejou os policiais. Além disso, por enquanto, não há prova de que ele aderiu de alguma forma à conduta de Ismael, que atirou contra os policiais. O magistrado ainda lamentou a morte do policial e o ferimento do outro militar.
Fotos: Adevanir Ferns








































