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Juiz mantém prisão de prostituta que tentou transferir R$ 190 mil da conta de servidora do STJ

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O juiz de direito, Dr. Carlos Magno Caixeta de Cunha optou por manter presa a prostituta Daniele Silva Matos, de 31 anos, presa por sacar R$ 4 mil e tentar transferir mais R$ 190 mil da conta de uma servidora do Superior Tribunal de Justiça (STJ). A decisão foi tomada durante audiência de custódia realizada na tarde de ontem (20), no Fórum de Aparecida de Goiânia.

A detenção em flagrante foi convertida para preventiva. “Para mim está presente a necessidade da prisão preventiva para garantia da ordem pública, para a instrução criminal e pelo fato de residir em outro estado da federação [Minas Gerais]”, disse durante a audiência.

O magistrado acatou o pedido do Ministério Público de Goiás, que foi contra a soltura da mulher até à devido esclarecimento dos fatos. “É preciso levar em consideração à vultuosa quantia que foi tentada, fora o que ela havia sacado antes. Deve-se levar em consideração que pode ter outras pessoas envolvidas também. Houve ainda a falsidade documental”, disse a a promotora de justiça, Dra. Cejana Veloso.

Já o advogado que representa Daniele, Daniel Antônio Silvia, alegou que não havia a necessidade de mantê-la presa. “Ela também tem residência fixa aqui [em Goiás], é ré primária, sem antecedentes criminais”, pontou.

Detida até então em uma cela do 14º Distritro Policial de Goiânia, a Daniele agora será levada para o presídio.

 

Prisão

Daniele foi presa na segunda-feira (18). Conforme a Polícia Civil, ela levantou informações da correntista na internet e usou da beleza para aplicar o golpe. Ela tinha ido a uma agência bancária de Aparecida de Goiânia para fazer a transferência na conta da vítima, que tinha mais de R$ 200 mil de saldo. Porém, na ocasião, o cartão já estava bloqueado pois, dias antes, ela sacou R$ 1 mil, e o banco estranhou o fato da senha ter sido alterada.

“Ela tinha acabado de fazer um saque avulso de R$ 3 mil, que é feito sem a utilização do cartão, e estaria insistindo para fazer uma TED [Transferência Eletrônica Disponível] de R$ 190 mil, mesmo com o cartão bloqueado. Ela estava dando escândalo, pressionou o caixa”, relatou a delegada, Dra. Mayana Rezende, responsável pelo caso.

Ela foi encontrada pela polícia a cerca de duas quadras da agência, quando esperava um carro. Os policiais apreenderam com a mulher R$ 3 mil, um celular, a carteira de identidade falsa e o cartão. De acordo com a delegada, ela já havia gasto os outros R$ 1 mil que havia sacado na sexta-feira.

O cartão fraudado foi obtido por Daniele após ela conseguir dados da vítima pela internet. Com as informações, ela também falsificou o RG da servidora. Após o levantamento, a estelionatária foi a uma agência de Aparecida de Goiânia em busca de dados da conta da vítima para que pudesse solicitar um novo cartão.

“Ela foi até a instituição bancária dizendo que precisava fazer um depósito urgente e que estava sem os dados do cartão. Ela perguntou ao atendente: ‘Se eu te passar o CPF e o RG, você consegue pegar o número de agência e conta?’. Ele disse que sim e, a partir disso, solicitou um novo cartão e alterou o endereço de entrega”, relatou a delegada.

Ela foi indiciada por estelionato e, se condenada, pode pegar de 1 a 5 anos de prisão.

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