Mais um paciente morreu após o surto de H1N1 no Hospital Vila São Cottolengo, em Trindade, unidade filantrópica situada na Região Metropolitana de Goiânia. Trata-se de uma mulher, cuja identidade não foi divulgada. Este é o 10º interno que vai a óbito em pouco mais de um mês, sendo que em dois casos ficou confirmada a infecção pelo vírus Influenza A como causa da morte.
A mulher morreu no sábado (24). Segundo a assessoria de imprensa da instituição, ainda está sendo analisado se a morte foi provocada por H1N1. A paciente estava internada na Vila, isolada, e em estado grave. Ela aguardava vaga para transferência para um leito de Unidade de Terapia Intensiva (UTI).
Outros três internos, já com diagnóstico confirmado para H1N1, seguem internados no hospital filantrópico. Destes, dois também aguardavam vagas em UTI e um possui quadro clínico melhor que não demanda a transferência.
Além deles, mais um paciente, de 50 anos, segue internado no Hospital de Urgências de Goiânia (Hugo), porém, com resultado negativo para Influenza A. Segundo a unidade de saúde, o estado de saúde dele é considerado gravíssimo. Ele está sedado e respira com ajuda de aparelhos.
Atualmente a Vila São Cottolengo abriga 314 pessoas com comprometimento da saúde mental e motora. De 24 de fevereiro a 5 de março, 57 pacientes adoeceram, sendo que sete morreram em apenas uma semana. De acordo com a unidade, cinco mortes foram motivadas por pneumonia e duas por fecaloma, que se trata de uma complicação do aparelho digestivo, mas todas com resultado negativo pra H1N1.
Já outros dois pacientes, que estavam em leitos de UTI do Hugo, foram diagnosticados com H1N1.
Por causa do surto, as visitas e as cirurgias estão suspensas desde 10 de março. Já o Centro Médico e a reabilitação externa continuam com as atividades normais, pois não há troca de acesso entre as dependências do hospital.
O surto de H1N1 também fez cair em 70% o número de doações na unidade. Segundo a direção do hospital, o estoque está em situação crítica. A administração crê que o motivo é o medo dos doadores de se contaminarem. Apesar desse receio, os administradores afirmam que não há risco. Segundo a administração, a instituição precisa de doações de alimentos a produtos de higiene.
“A situação é crítica em termos de doação. A gente está se mantendo pelo pouco estoque que a gente tinha e com as poucas doações que recebemos nos últimos dias. Apesar disso, graças a Deus, a gente ainda não teve situação de falta do básico”, explicou a enfermeira Lidiane Castro Figueiredo, presidente da Comissão de Controle de Infecção Hospitalar (CCIH).
Lidiane acredita que as doações reduziram de dez para três por dia devido ao medo das pessoas de se contaminarem com H1N1. No entanto, segundo a enfermeira, não há risco.
“Não existe risco, as pessoas são bem orientadas. Há uma pessoa responsável por receber, não tem contato dentro da instituição, com os pacientes, as visitas estão suspensas”, disse.
Informações G1

















































