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Lucro de quadrilha que traficava drogas no Centro-Oeste superava R$ 600 mil

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A operação Avaritia, deflagrada na última quinta-feira e concluída ontem (24) pela Delegacia Estadual de Repressão a Narcóticos (Denarc), da Polícia Civil (PC), resultou na prisão de dez pessoas, suspeitas de integrar quadrilha que transportava insumos para o refino de drogas em sacos de agrotóxico. Conforme as investigações, o grupo movimentava cerca de uma tonelada de entorpecentes por mês, com um lucro estimado em R$ 600 mil.

Das prisões, oito referem-se a mandados expedidos pela Justiça em caráter temporário e duas ocorreram em flagrantes. Entre os presos estava José Caetano de Oliveira Júnior, apontado pela polícia como o líder do grupo. Ainda há seis pessoas foragidas. O resultado dos trabalhos foi apresentado pelo delegado responsável pela força-tarefa, Eduardo Gomes Júnior.

Segundo a PC, a operação tinha 14 mandados de prisão a serem cumpridos, além de outros 34 de busca e apreensão. As ações foram realizadas nos municípios de Goiânia, Aparecida de Goiânia, Trindade, Goianira e Rio Verde.

O objetivo da operação, segundo o delegado, era derrubar a quadrilha especializada em tráfico interestadual de drogas. “O intuito das buscas era desarticular a associação para o tráfico e não apreensões”, afirmou o delegado.

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Apreensões

Nas buscas foram apreendidos 200 gramas de cocaína, três armas de fogo, US$ 4 mil, outros valores em espécie, além de 16 automóveis. Alguns dos veículos, inclusive, eram de alto custo. “Na residência dele (José Caetano), verificamos produtos de alto padrão, bebidas caras e acessórios de valor. Também percebemos várias viagens para o exterior, passeios de helicóptero e carros de luxo”, completou o delegado Eduardo Gomes.

A associação criminosa já teve 750 quilogramas (kg) apreendidos recentemente em duas grandes ações da PC. Em junho deste ano, foram recolhidos 470 kg de insumos (fenacetina) e 30 kg de cocaína dentro de sacos de agrotóxicos. Em novembro de 2017, outros 250 kg de insumos acabaram apreendidos.

A PC diz que as várias apreensões demonstram a potencialidade da organização e a periculosidade de seus membros. Segundo a PC, o grupo também usava laranjas para dar aparência lícita a valores e bens adquiridos com o dinheiro do crime.

Além das apreensões e prisões, as contas financeiras vinculadas a 49 CPFs e CNPJs foram bloqueadas e seus sigilos bancário e fiscal afastados.

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Da Redação com OP

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