O Instituto de Assistência dos Servidores Públicos do Estado de Goiás (Ipasgo) pagou pelo uso de salas de tratamento especializado quimioterápico que não eram necessárias, segundo as investigações da Operação Morfina. Para se ter uma ideia, há estabelecimento de saúde, que é credenciado ao plano de saúde e entre agosto de 2015 e fevereiro de 2018, foram cobradas taxas de R$ 63,92 para o uso de salas para pacientes com câncer. No entanto, os remédios usados nestes casos eram de via oral e subcutâneo, que o paciente faz uso na própria residência e não precisaria da referida sala especializada.
O titular da Delegacia Estadual de Repressão a Crimes Contra a Administração Pública (Dercap), o delegado Rhaniel Almeida, informou que a suposta irregularidade envolvendo o estabelecimento de saúde desta matéria não é alvo da primeira parte da Operação Morfina, deflagrada na última segunda, que investiga um esquema de fraude no sistema do Ipasgo. Ele também disse não se recordar deste tipo específico de problema ter sido identificado em auditoria do Ipasgo que embasa a investigação.
Apuração
Por meio de nota, o Ipasgo informou que estas supostas irregularidades apontadas nas investigações estão sendo investigadas e devem ser esclarecidas no curso da Operação Morfina. Além disso, afirmou que auditorias estão sendo realizadas pelo próprio instituto e pela Controladoria Geral do Estado.
“A nova gestão do Ipasgo reforça que os primeiros indícios de fraudes e desvios apareceram em levantamentos promovidos a partir de janeiro deste ano, que culminaram na operação policial, que desarticulou um esquema criminoso em operação no órgão desde o ano de 2011”, diz nota enviada pelo Ipasgo.
















































