Um adolescente matou o próprio irmão mais novo com um tiro acidental no tórax dentro de casa, na tarde da última terça-feira (3), em um condomínio de luxo de Anápolis. Um vizinho, que é bombeiro militar, foi chamado pela empregada doméstica da casa para ajudar nos primeiros socorros. Também chamado pela empregada, o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) esteve na casa e atestou a morte da criança.
Segundo o delegado responsável pelo caso, Vander Coelho, o irmão mais velho (13 anos) decorou a senha do cofre onde a arma ficava guardada, no quarto dos pais, uma vez que o pai mexeu no local.
“O irmão que efetuou o disparo estava muito abalado durante o depoimento, mas imaginou que a arma estava descarregada para brincar”, relata o investigador.
Com a arma em mãos, a criança passou a brincar e efetuou o disparo acidentalmente no tórax do irmão mais novo (12 anos).
De acordo com o delegado, o pai da criança alegou no depoimento que a arma está com a família há muitos anos e foi repassada por gerações anteriores, mas que não tem a documentação de posse. O artigo considerado de colecionador, um revólver calibre .32, de cinco balas, tem cerca de 100 anos de fabricação.
Foram ouvidos na Delegacia de Investigações de Homicídios (DIH) de Anápolis, até o momento, a criança e o pai, responsável pela arma e que não estava em casa quando aconteceu o acidente.
O pai e a mãe foram chamados pela empregada e se apresentaram espontaneamente às autoridades policiais assim que chegaram ao local.
Em relação à guarda da arma, o pai disse em depoimento, acreditar que o revólver era mantido em local seguro e não sabia que o filho mais velho havia decorado a senha do cofre.









































