Os servidores da Unidade Prisional (UP) de Jaraguá denunciaram ao portal Mais Goiás uma série de irregularidades praticadas dentro da prisão. Dentre elas estão o desvio de função de funcionários cedidos, uso de armas de fogo pessoais e pagamentos irregulares de horas extras. Os documentos apresentados por eles atestam ainda que as condutas eram cometidas com o conhecimento, consentimento e orientação da direção da UP. Conforme os servidores – que não quiseram se identificar por temerem por suas vidas –, funcionários cedidos pela Prefeitura da cidade à administração penitenciária fazem escolta armada de presos. Segundo os profissionais, a função deve ser exercida exclusivamente por agentes prisionais. Eles também revelam que armas de fogo pessoais estão sendo utilizadas para realização dessas tarefas. De acordo com o Procedimento Operacional Padrão da Diretoria-Geral de Administração Penitenciária (DGAP), só é permitido o uso de armas de fogo institucionais.
“Eles estão sempre com seus armamentos pessoais”, disse um dos agentes. “Mas eles não têm licença de porte, somente a posse. Todos os dias eles estão lá com suas armas. Eles também já desempenharam funções de agentes alguma vezes, até mesmo para fazer escoltas de presos”, afirmou.
O agente disse ainda que o Diretor da UP, Manoel Aires Conceição Filho, determinava o desvio de função. “Com relação ao armamento pessoal, ele apenas fazia vista grossa. Mas com relação à as atribuições, ele mesmo determinou”.
Por meio de nota, a DGAP informou que abriu um procedimento administrativo para apurar a denúncia. O órgão comunicou ainda que, se as irregularidades forem comprovadas, as devidas providências legais serão tomadas.
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