Na última na terça-feira (4), um autônomo de 51 anos foi preso em flagrante suspeito de agredir a mulher com uma corrente de ferro, ameaçá-la de morte e perfurar as pernas e costas dela com uma faca em Santa Rita do Novo Destino. Conforme a Polícia Civil (PC), ele batia na companheira, de 52 anos, enquanto ela implorava para não morrer.
Três dias antes de tentar matar a companheira, ele estuprou uma vizinha, que tem 43 anos, e cortou parte da orelha dela, de acordo com a delegada Poliana Bergamo, da Delegacia de Atendimento à Mulher (Deam) de Goianésia, onde os crimes são investigados.
A identidade do homem não foi divulgada, por isso a reportagem do JORNAL DO VALE não localizou a defesa do mesmo.
A investigação acontece em dois inquéritos diferentes. Poliana explica que vai indiciar o investigado ao Judiciário por tentativa de feminicídio, que tem pena de 12 a 30 anos de prisão, e pelo estupro, que prevê pena de 6 a 10 anos, em caso de condenação.
Estupro
O estupro ocorreu no dia 1º de agosto. “Ele e a companheira ingeriam bebida alcoólica em casa e chamaram a vizinha. Em determinado momento, o homem disse que manteria relação sexual com as duas mulheres. Ele então tirou a roupa dele e da vizinha, quando ocorreu o estupro e queimou as pernas da mulher com cigarro”, relata a delegada.
A companheira interveio na situação e separou o homem da vizinha. Em seguida, ele partiu para agredir a mulher. Na tentativa de defender a amiga, a vizinha reagiu e acabou tendo parte da orelha cortada pelo homem.
Tentativa de feminicídio
Na segunda-feira (3), por volta das 20h, a delegada conta que o homem pegou uma corrente de ferro e começou a agredir a companheira em casa, após ingerir bebida alcoólica. Durante as agressões, que causaram ferimentos pelo corpo, o suspeito pegou uma faca e perfurou as pernas e costas da vítima, que implorou para não morrer, segundo a delegada.
“O companheiro ingeriu bebida alcoólica o dia todo e depois proferiu xingamentos e bateu no corpo dela com uma corrente de ferro, a vítima implorou para não morrer”, destaca Poliana.
A companheira conseguiu fugir, procurou atendimento médico e foi encaminhada para a Deam, onde narrou no depoimento que mantém união estável com o homem há cinco anos, mas que era constantemente agredida nos últimos meses. Diante das ameaças de morte, ela teve medo de denunciar o companheiro anteriormente.
Poliana Bergamo diz que o homem cumpriu pena de 3 anos e oito meses no presídio de Jaraguá, por uma tentativa de homicídio ocorrida em 2014. Além desta pena, ele tem passagem na polícia por disparo de arma de fogo.
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