O empresário Luiz Henrique Cavalcanti Romano de 22 anos, recebeu alta médica nesta quinta-feira (7) e retornou para a sua casa em Caldas Novas. Na quarta-feira (6), o jovem havia passado por uma nova cirurgia e o procedimento foi realizado na mandíbula.
Luiz Henrique, que estava internado no Hospital Nossa Senhora Aparecida, deve passar por novas cirurgias nas próximas semanas. Na noite de domingo (3), o empresário deixou a Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e foi transferido para o quarto. Enquanto estava na UTI, o rapaz foi submetido a uma cirurgia para recomposição da clavícula.
Em um vídeo, ele conseguiu dizer algumas palavras com dificuldade, pois seu maxilar ainda estava quebrado. “Quero passar aqui para dizer que, graças a Deus, eu sai hoje da UTI, estou melhorando e logo, logo estarei com vocês. Obrigado pelas orações. Abraço”.
O fato
Durante uma briga, o jovem teria sido empurrado pelo agropecuarista Sérgio Reis de Oliveira Júnior, 24 anos, de uma piscina com borda infinita de uma altura aproximada de 5 metros de altura durante uma festa em um condomínio de luxo na cidade, na madrugada do último dia 24 de dezembro. Através das imagens da câmera de segurança, foi possível ver que ele é atingido com murros e enforcado. Ao tentar sair da piscina, é empurrado. Veja o vídeo quando ele foi empurrado – clique aqui.
Joaquim Guilherme, médico da vítima, explicou que o jovem fraturou a mandíbula direita, clavícula direita, cinco arcos costais direitos e três esquerdos, além da vertebra t1. Além disso, teve derramamento de sangue no tórax que já foi estabilizado.
O delegado titular do Grupo de Investigação de Homicídios (GIH) de Caldas Novas, Alex Miller Lima, assumiu a apuração do caso como tentativa de homicídio.
A defesa de Sérgio diz que ele não sabia da altura do local, uma piscina de borda infinita, e que não teve intenção de matar. Já Murilo Falone, o advogado da vítima contesta a versão apresentada e trabalha com a tese de tentativa de homicídio qualificado, por motivo torpe.
O suspeito chegou a se apresentar na delegacia, mas, por falta de flagrante, foi liberado. Conforme a Polícia Civil, “inúmeras” testemunhas já foram ouvidas e o inquérito deve ser concluído em 30 dias.
“Essa semana nutriremos o delegado de Caldas Novas, que preside o caso, com uma série de novas informações sobre a vida pregressa e desequilibrada do acusado. Lutaremos para que ele peça essa semana a prisão cautelar, tendo em vista que o acusado não pode viver em sociedade como já foi amplamente comprovado”, explicou Falone.
Em nota, a defesa do suspeito confirmou que ele já prestou esclarecimentos sobre o caso e “se colocou à disposição, por seus advogados, para prestar todo e qualquer auxílio necessário, inclusive material” para a vítima.
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