Nesta quinta-feira (25), promotores de justiça de Anápolis protocolaram ação civil pública (ACP) que pede câmeras nas fardas e viaturas policiais, diante do aumento de mortes em supostos confrontos e das dificuldades de investigação dos casos na cidade.
Representantes de oito promotorias com controle externo sobre as atividades policiais assinaram a ação, que mostra que 66 PMs morreram no município nos últimos três anos, e pediram que o estado de Goiás tome medidas.
O Grupo de Investigações de Homicídios de Anápolis (GIH) instaurou 71 inquéritos sobre confrontos policiais com mortes desde 2018, e apenas dois foram autuados, também segundo documentos da secretaria pública do estado.
O Anuário Brasileiro de Segurança Pública, publicado este ano, que contém dados de 2021, mostra que Goiás ocupa o terceiro lugar no país em termos de letalidade policial. A média nacional é de 2,9 mortes por 100.000 pessoas devido à intervenção policial, enquanto a taxa de mortalidade aqui é de 8 por 100.000 pessoas.
O Ministério Público pede a execução de uma política pública de prevenção de mortes em situações de confronto, transparência dos métodos policiais e eficiência das investigações, incluindo o uso de equipamentos não letais pelos PMs e a instalação de GPS em todos os veículos, além de câmeras. Os promotores citaram que o uso da força por agentes de segurança nos estados de Santa Catarina, São Paulo e Rondônia foi reduzido em até 60% com a instalação de câmeras em seus uniformes. Eles também disseram que o custo não foi alto, ao contrário da afirmação do governador Ronaldo Caiado (UB) de que o estado não tinha recursos para implementar a iniciativa.
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