Pesquisar
Close this search box.
Plantão Policial

Brasileira presa em Portugal matou cinco filhos asfixiados

Procurada pela Interpol, Gisele estava sob um mandado internacional de captura após ter deixado o Brasil. Ela deve ser apresentada à Justiça portuguesa nesta quarta-feira (6), durante uma audiência preliminar.
Foto: Reprodução/X

publicidade

Gisele Oliveira, uma brasileira detida em Coimbra, Portugal, é suspeita de ter assassinado cinco dos seus sete filhos. Ela utilizava sedativos para deixar as crianças — com idades entre 10 meses e três anos — inconscientes antes de as asfixiar. Além disso, Gisele é suspeita de ter tentado matar seu filho mais velho e o marido.

Em uma coletiva de imprensa realizada nesta quinta-feira (7), a Polícia Civil de Minas Gerais informou que os crimes ocorreram na cidade de Timóteo e o primeiro registro remonta a 2008, quando a mulher, de 40 anos, tentou envenenar o filho com Neocid, um inseticida aplicado na mamadeira. A criança sobreviveu após atendimento hospitalar. “Durante as investigações, constatamos uma tentativa de homicídio em 2008, quando veneno foi encontrado na mamadeira da criança”, declarou Valdimara Teixeira de Paula, da Delegacia de Homicídios de Timóteo.

Em 2010, duas crianças faleceram em um intervalo de 32 dias. A mais nova, de 10 meses, apresentou sinais de intoxicação por Fenobarbital, um medicamento utilizado para tratar epilepsia. Na época, o caso foi investigado, mas a autoria não pôde ser esclarecida.

Em 2019, duas outras crianças morreram com dois meses e meio de diferença. Uma delas tinha receita médica para Fenobarbital e, de acordo com as autoridades, teria sofrido uma convulsão.

“As autoridades não tinham conhecimento dessas mortes na época. Não foi elaborado um boletim de ocorrência”, ressaltou Valdimara Teixeira de Paula.

Ela também informou que, em 2022, o marido de Gisele foi hospitalizado com sintomas de intoxicação por sedativos, mas não houve suspeitas a respeito do caso. “Ele chegava quase sem consciência, passava cerca de 24 horas sonolento e, quando recuperava a consciência, continuava confuso, assim como as crianças”, acrescentou.

Leia Também:  PC cumpre mandados contra organização criminosa atuante em leilões falsos de veículos

A última morte aconteceu em 2023 e foi a catalisadora para a investigação que resultou na prisão da brasileira na noite de terça-feira em Coimbra. O alerta à Polícia Civil foi feito por uma assistente social que ouviu uma tia da criança no hospital declarar que se tratava da “quinta morte e que era necessário fazer justiça”.

“Testemunhas relataram que as crianças ficavam sob os cuidados de parentes e costumavam voltar diferentes após alguns dias com a mãe. Elas retornavam grogues, prostradas e apresentando sintomas incomuns. Uma testemunha inclusive apresentou um áudio em que afirmava ter matado as cinco crianças”, explicou o escrivão Leonardo Félix na coletiva.

A delegada Valdimara Teixeira de Paula detalhou que, “após ouvir dezenas de pessoas, fazer um trabalho de campo detalhado e ter acesso a muitos prontuários”, ficou estabelecido que a mulher deixava as crianças inconscientes com sedativos antes de as asfixiar. “A diminuição do nível de consciência sempre ocorria por meio de medicamentos variados e, em seguida, as vítimas eram asfixiadas”, afirmou. “Uma das crianças foi encontrada com uma fralda na boca e outra com o rosto voltado para o sofá”.

Gisele fugiu para Portugal após o início das investigações. Segundo Valdimara Teixeira de Paula, “assim que começaram as intimações” a respeito das mortes, Gisele “deixou o distrito da culpa e rumou para Portugal”.

Leia Também:  Pintor desaparece após sair do trabalho para fazer compras em Formosa

Ela foi detida pela Polícia Judiciária (PJ) na noite de terça-feira em Coimbra, com base em um “mandado de prisão internacional emitido pelas autoridades judiciais brasileiras em julho”.

Em um comunicado enviado ao Notícias Ao Minuto, a autoridade portuguesa declarou que a mulher, que chegou a Portugal em abril, é “suspeita de homicídio e coação, ocorridos entre 2008 e 2013, tendo administrado intencional e reiteradamente substâncias sedativas que, supostamente, causaram a morte de cinco de seus filhos menores”.

Três das cinco vítimas eram “filhos em comum com o companheiro”, que também estava residindo em Portugal. Além do marido, Gisele estava acompanhada de outra criança, um menino de 12 anos, filho do casal, que foi sinalizado à Comissão de Proteção de Crianças e Jovens (CPCJ).

A mulher foi apresentada ao Tribunal da Relação de Coimbra e ficou sujeita a prisão preventiva, aguardando o processo de extradição.

Procurada pela Interpol, Gisele estava sob um mandado internacional de captura após ter deixado o Brasil. Ela deve ser apresentada à Justiça portuguesa nesta quarta-feira (6), durante uma audiência preliminar.

Você tem WhatsApp? Entre em um dos canais de comunicação do JORNAL DO VALE para receber, em primeira mão, nossas principais notícias e reportagens, clique aqui

JORNAL DO VALE – Muito mais que um jornal, desde 1975 – www.jornaldovale.com

Siga nosso Instagram – @jornaldovale_ceres

Envie fotos, vídeos, denúncias e reclamações para a redação do JORNAL DO VALE, através do WhatsApp (62) 98504-9192

COMENTE ABAIXO:

Compartilhe essa Notícia

publicidade

publicidade

publicidade

publicidade