O Paraná confirmou dois casos de hantavírus em 2026 e segue investigando outras 11 notificações suspeitas, segundo a Secretaria de Estado da Saúde (Sesa). Apesar dos registros, a pasta afirma que a situação está controlada e sob vigilância da rede pública, que acompanha os casos de forma contínua.
Os casos confirmados envolvem um homem de 34 anos, morador de Pérola d’Oeste, no Sudoeste do estado, e uma mulher de 28 anos, residente em Ponta Grossa, nos Campos Gerais. Além disso, 21 notificações já foram descartadas pelas autoridades sanitárias, o que reforça, segundo a Sesa, o cenário de baixa incidência no estado.
A confirmação ganhou mais atenção por ocorrer em meio a um alerta internacional envolvendo um cruzeiro que saiu de Ushuaia, na Argentina, com destino a Cabo Verde. A Organização Mundial da Saúde informou que o episódio deixou três mortos e ao menos um caso confirmado de hantavírus, além de outras suspeitas em investigação.
Situação no Paraná
A Sesa afirma que o Paraná mantém vigilância rigorosa contra a hantavirose e destaca que os números seguem baixos em 2026. Em 2025, o estado havia registrado apenas um caso confirmado, em Cruz Machado, o que é usado pela secretaria como indicador de controle epidemiológico.
Os dois casos confirmados neste ano foram identificados em municípios diferentes, o que levou ao reforço da monitorização nas regiões afetadas. A investigação das 11 notificações pendentes é tratada como parte do protocolo normal de vigilância, sem indicação de surto até o momento.
Alerta internacional
O episódio internacional citado pelas autoridades envolve o navio MV Hondius, que fazia a rota entre Argentina e Cabo Verde quando surgiram casos compatíveis com hantavírus. A OMS relatou que a embarcação teve mortes durante a viagem e que a situação foi acompanhada por equipes de saúde para contenção dos riscos.
Autoridades internacionais também apontaram que o risco para a população em geral continua baixo, sem necessidade de pânico ou restrições de viagem, apesar da gravidade dos casos a bordo. Ainda assim, o episódio reacendeu a atenção global para doenças transmitidas por roedores e para a importância da vigilância epidemiológica.
O que é a doença
A hantavirose é uma infecção viral associada ao contato com roedores infectados e seus excretos, exigindo atenção especialmente em áreas rurais ou com maior presença desses animais. Por ser uma doença que pode evoluir rapidamente, a identificação precoce e o acompanhamento médico são considerados decisivos.
No Paraná, a orientação das autoridades é manter a vigilância e notificar rapidamente qualquer suspeita, sobretudo em regiões com histórico de ocorrência da doença. Até agora, o cenário informado pela Sesa é de controle, com casos confirmados isolados e sem evidência de disseminação ampla.
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