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Mauro Rubem reuniu produtores de cultura para homenageá-los. A sessão solene transcorreu na manhã de sábado.

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O deputado Mauro Rubem (PT) presidiu, na manhã deste sábado, 20, sessão solene extraordinária dedicada aos agentes culturais. O evento teve lugar no Plenário Iris Rezende.

Além de Mauro Rubem, fizeram parte da mesa: assessora adjunta de atividades culturais da Assembleia Legislativa de Goiás, Emiliana Santos; propositora do projeto Cidade Viva, professora Ana Rita Marcelo de Castro; produtor cultural Kleyse de Oliveira; artista plástica Vânia Ferro; produtora cultural Ana Carolina Vieira dos Santos; trompetista e professor Aurélio Nogueira.

Ao abrir a solenidade de sua iniciativa, Mauro Rubem destacou a importância do reconhecimento aos trabalhadores da cultura e afirmou que a atividade cultural é essencial para o desenvolvimento humano. “Nós vivemos um momento fundamental para a atividade humana, que é o reconhecimento dos trabalhos que são feitos por quem faz cultura. Esta sessão é também um espaço para trocar ideias, ouvir pessoas e conversar sobre o momento que estamos vivendo”, afirmou.

O parlamentar defendeu a cultura como ferramenta de transformação social e criticou tentativas de restringir seu papel na sociedade. “A cultura não pode ser tratada apenas de forma estética. Ela precisa ser viva, participativa e acessível. Um dos instrumentos mais fortes para reverter as desigualdades e melhorar a realidade do Brasil é justamente a cultura, porque ela permite a criação e o desenvolvimento da inteligência de cada pessoa”, observou.

Mauro Rubem também reforçou a necessidade de fortalecer as políticas públicas culturais e ampliar a fiscalização sobre a aplicação dos recursos destinados ao setor. “Quem faz cultura precisa ter voz, ajudar a decidir e acompanhar as políticas públicas. Fiscalizar é uma responsabilidade do nosso mandato. O recurso público tem que ser transparente e servir verdadeiramente para fortalecer a cultura e os seus trabalhadores”, finalizou.

Agente de Transformação

Posteriormente, a produtora cultural Ana Carolina Vieira dos Santos falou sobre o papel transformador da arte e da cultura na vida das pessoas, especialmente nas comunidades periféricas. “A arte e a cultura resgatam vidas, revelam talentos e criam oportunidades. Muitas vezes, um jovem tem um dom, mas não encontra espaço para desenvolvê-lo. Quando a cultura chega a essas pessoas, ela amplia horizontes, fortalece a autoestima e mostra novos caminhos. Por isso, precisamos continuar lutando por mais reconhecimento e por políticas públicas que garantam o acesso à cultura para todos”, concluiu.

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Em seguida, a artista plástica Vânia Ferro defendeu a ampliação das ações culturais em Goiânia e no interior do Estado, com relevo para a importância da arte na transformação social e na valorização das comunidades. “A cultura precisa chegar a todos os bairros e também ao interior. A arte, a poesia e as manifestações culturais transformam os espaços e as pessoas. Precisamos fortalecer o setor, unir forças e ocupar cada vez mais esses espaços, porque a cultura leva conhecimento, beleza e oportunidades para a população”, declarou.

O trompetista e professor Aurélio Nogueira falou da valorização da arte como ferramenta de transformação social e inclusão nas periferias. “A arte transforma vidas, educa e cria oportunidades. Mesmo com todas as dificuldades, seguimos trabalhando para levar conhecimento artístico aos jovens e às comunidades. Precisamos ocupar espaços, fortalecer as minorias e compreender que a cultura é um instrumento fundamental de cidadania e desenvolvimento humano”, apontou.

Identidade

A propositora do projeto do Cidade Viva enfatizou a importância do evento como espaço de reconhecimento e valorização da cultura. “Fico muito feliz com todas as falas das pessoas que me antecederam e com essa sessão que homenageia pessoas que fazem tanto por nossa cidade, pelo nosso Estado e pelo nosso país”, externou.

Em seguida, a produtora cultural Kleyse de Oliveira Visitação subiu à tribuna e compartilhou sobre os desafios enfrentados por mulheres, mães solo e artistas periféricos na construção de suas trajetórias na cultura independente. “Não é fácil ser mulher, mãe e artista periférica. A gente aprende a fazer tudo sozinha e muitas vezes luta contra a falta de oportunidade, contra a invisibilidade e pela sobrevivência por meio da arte”, disse, quando mencionou também sua atuação como escritora, compositora e produtora cultural.

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Kleyse de Oliveira relacionou arte e saúde mental nas periferias, defendendo a cultura como ferramenta de expressão e transformação. “A arte expõe o inconsciente, ajuda a colocar para fora dores e vivências. É sobre buscar quem somos de fato, com dignidade, respeito e liberdade”, concluiu.

Por fim, a assessora de Atividades Culturais da Assembleia Legislativa, Emiliana Santos, falou da cultura como elemento de transformação social e ressaltou o trabalho que ela tem desenvolvido na Casa em parceria com o deputado Mauro Rubem. “A cultura é muito mais do que entretenimento. Ela é memória, identidade, pertencimento, resistência e transformação. Aqui na Alego, foi construída uma política de portas abertas para a cultura, permitindo que essa Casa de Leis se tornasse um espaço democrático, com exposições, feiras, mostras e diversas ações que aproximam a população do Parlamento”, relatou.

Santos também contou sua trajetória pessoal, sua vivência na periferia e sua atuação na gestão cultural da Casa. “Sou mulher preta, da periferia, e hoje ocupo um espaço de liderança como a única mulher negra em cargo de chefia na Alego. Eu já pedi cesta básica na Câmara Municipal e hoje estou aqui nessa posição. Isso mostra que é possível o ocupar esses espaços e que a cultura e a política podem transformar realidades”, encerrou

A íntegra da sessão solene pode ser acompanhada clicando aqui.

Fonte: Assembleia Legislativa de GO

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