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Tecnologia

Máquina que usa adesivo no lugar do cimento promete acelerar obras e reduzir custos em moradias populares

Segundo desenvolvedores, o equipamento realiza, em média, o trabalho de cinco pedreiros e um ajudante em apenas uma hora, exigindo a supervisão de um único operador.
Robô pedreiro WLTR usa cola no lugar do cimento, ergue paredes com precisão e promete acelerar a construção de moradias populares. (Foto: Captura de tela/YouTube)

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Uma inovação da robótica aplicada à construção civil avança no Reino Unido e promete transformar a maneira de erguer paredes: a máquina WLTR — apelidada de “Walter” — assenta blocos usando um adesivo técnico em vez da massa de cimento tradicional. Segundo desenvolvedores, o equipamento realiza, em média, o trabalho de cinco pedreiros e um ajudante em apenas uma hora, exigindo a supervisão de um único operador.

O funcionamento do WLTR baseia-se em projetos arquitetônicos digitais carregados no seu sistema. Após a primeira fiada ser nivelada manualmente, a máquina aplica o adesivo com precisão, posiciona os blocos e corrige o alinhamento com margem de erro de poucos milímetros. A operação dispensa parte do uso de andaimes e continua sob condições climáticas adversas, diminuindo paradas comuns em canteiros durante chuva, vento ou frio intenso.

Além do ganho de produtividade, o adesivo substituto do cimento traz potencial ambiental: a produção de cimento é responsável por parcela significativa das emissões globais de dióxido de carbono, e sua redução pode contribuir para obras mais sustentáveis. O equipamento também promete cortar desperdícios de material ao assentar blocos com maior exatidão.

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A chegada do WLTR coincide com dois desafios importantes no Reino Unido: a escassez de mão de obra qualificada na construção civil e a urgência em acelerar projetos habitacionais para diminuir o déficit de moradias. Nesse cenário, a automação pode reduzir prazos e custos, tornando mais viáveis empreendimentos de habitação popular.

Especialistas, entretanto, advertam que a tecnologia não elimina o trabalho humano — apenas redefine funções. Pedreiros e ajudantes tendem a migrar para funções de controle, alimentação de materiais e manutenção da máquina, o que pode tornar o setor mais atraente para profissionais com perfil digital. A adoção em larga escala, contudo, dependerá de fatores como custo de aquisição, regulamentação local, adaptação a diferentes tipos de obras e aceitação das construtoras.

O WLTR ilustra como a robótica e o uso de materiais alternativos começam a ganhar espaço em um setor historicamente manual. Se comprovados os ganhos anunciados, a máquina pode acelerar a entrega de moradias populares, reduzir desperdício e abrir caminho para canteiros mais rápidos, precisos e com menor pegada ambiental.

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