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Incêndio criminoso em Rialma: Bombeiros combatem fogo em área com veículos em sucata no Parque Real

O fogo, que se alastrou rapidamente em meio a grande quantidade de material seco e diversos veículos em sucata, foi contido após o uso de cerca de 5 mil litros de água das viaturas ABT-49 e ABS-26.
Incêndio criminoso em Rialma: Bombeiros combatem fogo em área com veículos em sucata no Parque Real. Foto: CBMGO

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Equipes da 18ª Companhia Independente de Bombeiros Militares (18ª CIBM), de Ceres, atenderam, nesta quarta-feira (12), a um incêndio de grandes proporções em vegetação no bairro Parque Real, em Rialma. O fogo, que se alastrou rapidamente em meio a grande quantidade de material seco e diversos veículos em sucata, foi contido após o uso de cerca de 5 mil litros de água das viaturas ABT-49 e ABS-26.

Ao chegarem ao local, os bombeiros realizaram a avaliação inicial, garantiram a segurança da área e iniciaram o combate às chamas, atuando tanto na vegetação quanto nos veículos abandonados que serviram de combustível para o incêndio. A água utilizada foi retirada dos próprios reservatórios das viaturas, e o trabalho da equipe eliminou o risco de propagação do fogo para outras áreas.

O caso ilustra um problema recorrente na região: a prática de queimadas, muitas vezes criminosas, que se aproveitam do tempo seco e das altas temperaturas típicas desta época do ano para se alastrarem com facilidade.

Goiás vive um período crítico de estiagem. Entre janeiro e 24 de julho de 2026, o estado registrou 658 incêndios florestais, segundo dados do Corpo de Bombeiros Militar. Em resposta, o governo estadual decretou emergência e suspendeu o uso do fogo em vegetação em todo o território goiano entre 1º de julho e 31 de outubro de 2026.

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Rialma está entre os 20 municípios que, em 2024, tiveram a situação de emergência decretada devido aos impactos dos incêndios florestais na qualidade do ar e no meio ambiente. A legislação estadual, reforçada pela Lei nº 22.978/2024, instituiu a Política Estadual de Combate aos Incêndios Criminosos, prevendo medidas mais rígidas de prevenção, autuação e responsabilização dos infratores.

Apesar das condições climáticas favoráveis à propagação do fogo, a grande maioria das queimadas tem origem na ação humana, seja por descuido ou de forma intencional. Esses eventos provocam prejuízos graves à saúde da população, ao meio ambiente e à segurança pública, além de sobrecarregar os serviços de emergência.

O episódio em Rialma reforça a necessidade de maior conscientização e respeito à comunidade e ao meio ambiente, especialmente em áreas com acúmulo de material inflamável, como vegetação seca e veículos em sucata, que podem transformar um foco inicial em um incêndio de grandes proporções.

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