Para quem é político ou quem trabalha na área, é comum ouvir que uma eleição começa assim que a outra termina. Ou seja, para a classe política a política nunca para.
Então para que servem os anos ímpares, estes que antecedem um ano eleitoral? A resposta você mesmo já sabe, meu caro leitor. Os anos de final ímpar, como este 2019, servem para prospectar, articular, organizar, pesquisar e sobretudo analisar o cenário que se avizinha para o ano eleitoral.
E é nesse contexto pré-eleitoral, que finalmente chegamos ao ponto do nosso artigo, os balões de ensaio. Se para a maioria dos leitores, e lembrem – se, eleitores, este é um termo estranho, para a classe política ele é bastante conhecido. Mas afinal o que tem haver balões de ensaio e eleições? Ora, mais uma vez a resposta é fácil! Sabe aqueles nomes que de repente começam a aparecer na mídia, patrocinando eventos de todos os jeitos, de quermesses a torneios de futebol ou que estão cada vez mais ativos em eventos sociais? Pois é! Some -se a isso o uso cada vez maior nas redes sociais e, não por coincidência, os nomes aparecendo em enquetes eleitorais de sites e páginas de internet. Bingo! É isso meu amigo, os tais balões de ensaio, é essa uma antiga forma de grupos, partidos e lideranças políticas lançarem nas ruas os nomes pensados para a futura disputa eleitoral, ou seja um experimento, um teste do tipo: vai que cola.
Ah, então os tais balões são para testar nomes novos para a política?
Agora a resposta não é tão simples, pois é sim e não. Sim porque geralmente usam a artimanha com os novatos, mas não só com eles, políticos em todas as esferas também podem estar no tal ensaio e ver como o eleitor recebe seus nomes, sejam políticos com mandato, ex-prefeitos e ex-vereadores, políticos em exercícios de mandato, como Prefeitos que buscam reeleições, vices e vereadores que buscam mudar de cargo, enfim, os balõezinhos podem ser de várias cores e formatos e serem soltos de qualquer lugar. Ah tá! Mas e aí, isso funciona? Mais uma vez a resposta é sim e não. Sim, porque assim como o balão, o nome pode até aparecer na rua e ser notado, mas como a maioria dos balões não vai ter vida, pode estourar, sumir, muchar e uns de tão pesados podem nem subir.
Luiz Claudio escreve a Conexão Política do JV













































