A Polícia Civil (PC) identificou nesta sexta-feira (16), um novo suspeito de exploração sexual infantil após uma série de busca e apreensão. Conforme a delegada titular da Delegacia Estadual de Repressão a Crimes Cibernéticos (DERCC), Marcella Orçai, o caso mais recente ainda revela uma faceta inédita dos crimes: o de incitação à automutilação.
A ação integra a Operação Prostasia, que já cumpriu quatro mandados de busca e apreensão em Goiânia, Abadiânia, Goiás e Mineiros. Na busca desta sexta-feira, o suspeito de 18 anos é da capital e investigado por armazenar e compartilhar conteúdos pornográficos infantis na internet.
Além disso, a PC ainda apontou que algumas imagens incitavam a automutilação entre as crianças e adolescentes, sendo que os conteúdos eram de vítimas de 9 a 16 anos.
Os investigados utilizavam dados dos pais das vítimas para ameaçá-las até que cometessem violência contra si.
“O grupo falava que iria realizar empréstimos no nome dos pais se não mandassem provas”, explicou a delegada. Outro modo de incitar a automutilação foi por meio de desafios em grupos virtuais.
A delegada ainda apontou que trata do único suspeito goiano que atua no grupo investigado, enquanto os demais são de estados como São Paulo e Rio de Janeiro. Assim, os dispositivos eletrônicos foram enviados à perícia para serem analisados.
Ainda em março, a operação deflagrou as demais buscas e apreensões, momento em que encontraram mais de 600 arquivos de exploração infantil, sendo que um dos suspeitos era um professor de Goiânia.
Já no mês de maio, a PC prendeu duas pessoas em flagrante e identificou mais de 27.500 arquivos armazenados.
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