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Em 2017 o país celebra oito décadas de criação do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). Dando início às comemorações, será lançada, no próximo dia 5 de maio, no Palácio Capanema, no Rio de Janeiro (RJ), a marca comemorativa para a data. A partir de então, todas as ações e publicações realizadas pela instituição deverão apresentar a logomarca até o final de 2017. O momento é de grande importância para avaliar os avanços obtidos nesse período – como a consolidação dos marcos regulatórios e a descentralização do Iphan, hoje presente em todas as unidades da Federação – e também para refletir sobre o futuro da política de valorização do patrimônio cultural. As atividades propostas para a ocasião, além da apresentação da marca, são uma visita às obras de restauração e revitalização do Palácio Capanema, com apresentação do projeto pela equipe técnica responsável; o lançamento das publicações Preservação do Patrimônio Edificado: A Questão do Uso, de Cyro Corrêa Lyra, Educação Patrimonial: Inventários Participativos e a coletânea Pareceres do Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural – Cidades Históricas, Conjuntos Urbanísticos e Arquitetônicos, organizado por Nestor Goulart Reis Filho e Anna Elisa Finger; e a apresentação da Rede de Arquivos Iphan, um repositório online que disponibiliza o acervo documental do Iphan. O evento, que tem início às 14h, será transmitido online em link a ser disponibilizado no site e redes sociais do Iphan. No dia seguinte, 6 de maio, acontece também no Rio de Janeiro a reunião do Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural. Visita ao Palácio Capanema O projeto cultural faz uma revisão do programa de uso do monumento, privilegiando sua identidade como marco do movimento moderno brasileiro. O objetivo é que o prédio se torne um centro cultural com uma dinâmica própria, promovendo a interação do público com as bibliotecas, os arquivos e oferecendo programas educativos, concertos, exposições, performances, instalações e manifestações artísticas contemporâneas. Projetado na década de 1930, durante a gestão do ministro Gustavo Capanema, para sediar o antigo Ministério da Educação e Saúde, o edifício foi um dos primeiros arranha-céus construídos no mundo com fachada toda em vidro. Arquitetos consagrados atuaram na elaboração do projeto, tais como Lucio Costa, Oscar Niemeyer, Affonso Eduardo Reidy, Jorge Machado Moreira, Carlos Leão e Ernany de Vasconcelos. Eles tiveram como referência estudos feitos por Le Corbusier, que esteve no Brasil em 1936. O prédio foi construído entre 1937 e 1945 e sua estrutura projetada pelo engenheiro Emílio Baumgart. Os jardins do paisagista Roberto Burle Marx, os grandes painéis de Cândido Portinari e outras obras de arte representativas do modernismo no Brasil, como as esculturas de Bruno Giorgio, Vera Janacopulus e Celso Antônio, compõem o acervo artístico do monumento. Rede de Arquivos Iphan Inicialmente estão acessíveis acervos de quatro centros históricos e processos de tombamento de bens culturais de todo o País, digitalizados pelo Arquivo Central do Iphan, no Rio de Janeiro (RJ). Nas próximas etapas do projeto, serão incluídos os conteúdos produzidos pelas demais unidades, assim como o restante dos processos de tombamento, que estão sendo tratados, indexados e digitalizados para inserção na plataforma. A Rede Arquivos Iphan foi selecionada na Chamada Pública de Seleção para Apoio a Projetos de Preservação de Acervos – Ano 2010, promovida pelo BNDES, e seu desenvolvimento teve início em agosto de 2013. Lançamento de publicações inéditas O livro Preservação do Patrimônio Edificado: A Questão do Uso, do arquiteto Cyro Corrêa Lyra, chama atenção do leitor para um aspecto central da política de preservação do patrimônio cultural nos dias de hoje: a intensificação e atualização do uso e da apropriação de monumentos e sítios urbanos protegidos. Na coletânea Pareceres do Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural. Cidades Históricas, Conjuntos Urbanísticos e Arquitetônicos, organizado por Nestor Goulart Reis Filho e Anna Elisa Finger, estão reunidos documentos relativos a 46 sítios urbanos reconhecidos como patrimônio nacional. Já no âmbito da participação social, o Iphan apresenta o manual Educação Patrimonial: Inventários Participativos, uma ferramenta metodológica que tem como objetivo fomentar a discussão sobre patrimônio cultural e estimular a busca, pela própria comunidade, da valorização e identificação de suas referências. História As políticas, num primeiro momento, privilegiaram algumas narrativas para a proteção e tombamento dos bens culturais. Contudo, o texto do anteprojeto foi vanguardista no momento em que defendeu um olhar livre de estrangeirismos, dentro do próprio país, buscando compreender o Brasil, historicamente, por meio das manifestações populares de sua gente. |







































