Após a Prefeitura de Crixás no Vale do São Patrício, denunciar que perdeu R$ 6 milhões em um golpe do PIX, o Banco do Brasil devolveu o dinheiro às contas da administração municipal. Na ocorrência policial, o secretário de finanças disse que recebeu uma ligação de uma pessoa se passando por gerente do banco e pedindo para atualizar a chave de segurança. Conforme o prefeito do município, a Polícia Civil (PC) continuará investigando o caso.
“O dinheiro retirado indevidamente das nossas contas foi restituído por completo. Isso não significa que o processo de inquérito policial esteja findado. Ele continua, mas nós já recuperamos todo o dinheiro que foi retirado de forma fraudulenta das contas bancárias do município”, disse o prefeito, Dr. Carlos (Cidadania).
Ainda de acordo com uma nota divulgada pelo município, a PC vai continuar investigando o caso “para encontrar o responsável pelo crime e a sindicância interna do Banco do Brasil para encontrar a falha e elucidar a verdade real dos fatos seguirão até que os criminosos sejam identificados e exemplarmente punidos”.

O JORNAL DO VALE também entrou em contato com a PC de Crixás, através de telefone, para saber como está o andamento das investigações, mas foi informado de que o delegado está com Covid-19 e, por isso, não pode prestar nenhuma declaração no momento.
O crime
O crime foi registrado através de um boletim de ocorrência no dia 26 de janeiro. No dia, o secretário de finanças, Jovael Maciel da Luz, disse que recebeu uma ligação de um homem que se passou por gerente regional do banco onde a prefeitura tem conta. A proposta do então falso gerente, segundo Jovael, era fazer uma atualização cadastral e alteração na chave de segurança que o secretário usava. Com essa chave, o criminoso teve acesso a conta da prefeitura e fez 12 transações via PIX.
No dia, Jovael disse que não duvidou de nada porque a pessoa usou informações privilegiadas que só o banco e a prefeitura tinham acesso. Depois, ele disse que o criminoso tinha uma conversa muito bem articulada, longe de qualquer suspeita.
O secretário recebeu a ligação durante a manhã e, logo no final da tarde, a verdadeira gerente do banco ligou dizendo que fizeram muitas transações duvidosas na conta da prefeitura porque o município não usa PIX como meio de pagamento.
Jovael disse que o dinheiro que estava na conta era do Fundo de Participação dos Municípios (FPM) e de arrecadações feitas pela prefeitura. O valor, que tinha sido desviado, é para pagar fornecedores.
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