Em Goiás, pelo menos 62 municípios que estão em regiões consideradas em situação de calamidade que declararam adesão às recomendações da Secretaria de Estado da Saúde de Goiás (SES-GO) e devem decretar o fechamento de todos os estabelecimentos e serviços que não forem essenciais por tempo que varia de 5 a 14 dias. Já o número de cidades que não vão seguir a nota técnica subiu de 6 para 10, enquanto o das que não decidiram ainda passou de 27 para 5.
O levantamento realizado nesta sexta-feira (19), 10 das 89 cidades não foram localizadas – municípios esses que estavam nas regiões que aparecem em vermelho no mapa de calor divulgado pela SES-GO na quarta-feira (17) para os prefeitos com os níveis de risco por causa do avanço da segunda onda de Covid-19 em Goiás.
Três prefeituras mudaram de ideia sobre a nota técnica e já publicaram decretos municipais acatando as sugestões do governo estadual. É o caso da prefeitura de Israelândia, com 2,7 mil habitantes, que anunciou a adesão na manhã desta sexta. Um dia antes, o executivo municipal havia dito que estudava a flexibilização de algumas atividades fora do escopo do que é considerado essencial. Entretanto, agora a justificativa é que a melhor decisão para enfrentar o avanço da Covid-19 na região é se todos os municípios seguirem a recomendação.
Também mudaram o posicionamento a gestão de Britânia, com 5,8 mil pessoas, e Guarinos, com 1,7 mil. A primeira havia só publicado um decreto colocando a cidade em estado de calamidade, mas sem promover nenhuma restrição além do que já vinha sendo feito. Na manhã desta sexta saiu um novo documento determinando o fechamento de tudo que não for essencial, segundo a Secretaria Municipal de Administração. Já a segunda cidade havia decidido pela flexibilização de algumas atividades e recuou nesta sexta. Veja as cidades:
Alguns prefeitos e secretários municipais de saúde comentaram temer uma ação do Ministério Público do Estado de Goiás (MP-GO) caso não acatassem a nota técnica. O procurador-geral de Justiça Aylton Vechi, chefe do órgão, já havia dito na quarta que os promotores poderiam entrar até com ações criminais, com base na Lei de Improbidade Administrativa, se os prefeitos não seguissem as orientações.
É uma estratégia do governo estadual para fazer com que, desta vez, as medidas estipuladas pela equipe técnica sejam seguidas. Na última vez que o governador Ronaldo Caiado (DEM) sugeriu algo aos prefeitos, uma espécie de lei seca vetando a venda e o consumo de bebida alcoólica em bares e similares após às 22 horas, cada um fez de um jeito, mudando a sugestão ou até mesmo a ignorando o documento do Estado. Com OP
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