Uma empresária identificada como Dhulliani Ferreira Melo Santos de 33 anos, viveu momentos de desespero após quase ser atropelada com suas duas filhas em Trindade. Um vídeo mostra a mulher e as meninas descendo de um carro por aplicativo e, segundos depois, um motorista bateu em cheio na frente do veículo.
“O motorista de aplicativo parou na contramão rapidinho com os faróis ligados, para eu e as meninas descermos porquê do outro lado da rua é um morro. Minha filha desceu e eu fiquei dentro para pagar a corrida. Quando fui descer, vi o carro e pensei que ia desviar. Virei o rosto, senti o impacto, a porta me arrastou e caí com a minha bebezinha nos braços”, disse Dhulliani.
O acidente ocorreu na noite de sexta-feira (14), por volta de 22h30, no Jardim Marista em Trindade. As imagens mostram ainda quando Dhulliani se levantou, depois de cair no chão com a filha de 1 ano e 3 meses. Enquanto isso, a filha de 7 anos gritava e pulava desesperada na calçada.

“Levei um susto muito grande. Fiquei muito preocupada com a minhas meninas. Levantei rápido e o motorista de app perguntou se eu estava bem e me tranquilizou. Eu nunca tinha passado por isso, é muito assustador. Foram segundos de pânico que não desejo para ninguém. A noite foi horrível porque pareceu que estava revivendo aquilo”, disse à mulher.
Júlio César de 40 anos, empresário e irmão de Dhulliani, denunciou que o motorista apresentava estar bêbado e foi liberado pela polícia. O empresário disse que os policiais que atenderam a ocorrência já conheciam o homem que causou o acidente.
“Quando os policiais chegaram, eles até se cumprimentaram [policiais e o motorista]. O cara foi embora e a polícia orientou que a gente fizesse boletim de ocorrência online e nos dispensou. Falaram que não ‘ia dar nada’ porque o motorista de app estava na contramão”, disse Júlio.

Apesar do susto, a empresária disse que teve um arranhão no braço, nas pernas, e as filhas estão bem fisicamente. No entanto, a menina de 7 anos ainda está traumatizada. A empresária contou que o motorista de app não se feriu.
“Ela ficou muito assustada. A noite foi difícil porque ela começava a chorar lembrando e falava: ‘não quero lembrar porque foi muito ruim’”, contou Dhulliani.
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