O ministro da Secretaria da Micro e Pequena Empresa (SMPE), Guilherme Afif Domingos, se reuniu ontem, junto ao fórum empresarial, para ouvir as demandas e anseios do segmento. Os empresários goianos reclamam das medidas econômicas adotadas pelo País.
“A visita é para ouvir o empresariado goiano e constatar as demandas mais recorrentes para, posteriormente, tomar as atitudes mais acertadas”, ressalta Afif Domingos durante discurso na Associação Comercial, Industrial e de Serviços do Estado de Goiás (Acieg), local do debate. A classe empresarial goiana fez um pedido de socorro ao ministro, já que teme o início de uma falência em massa por causa da nova política econômica do governo federal, que inclui o aumento de impostos.
O presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Peças e Acessórios para Veículos de Goiás (Sincopeças-GO), Maurício Ribeiro de Paiva, afirma que o setor de autopeças tem sido um dos mais afetados pela elevação dos tributos. A situação tem pressionado os empresários a investir menos, por exemplo, em mercadoria.
“O empresário tem comprado apenas aquelas peças que mais giram, porque não tem como estocar com o tanto de imposto embutido. Por outro lado, o consumidor quando bate o carro e recorre à loja, não encontra o que procura pela falta de estoque. A partir daí tem que fazer o pedido que, em média, demora em torno de 20 dias para chegar. São dezenas de marcas, com variados modelos. Por isso não tem como fazer estoque de todas as peças”, expõe.
Além disso, Maurício Ribeiro alega que em muitas ocasiões as peças adquiridas ficam meses no estoque sem gerar lucro para o empresário. “Depois que você compra o produto, você não sabe se conseguirá vender e até pior, não tem a certeza que vai receber pela venda.
Outra situação incômoda é que a peça pode ficar guardada por vários meses no estoque e você já pagou o imposto e pode não ter o retorno esperado”.
Informações O Hoje







































