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SAÚDE

Estudo prevê que casos de câncer de fígado crescerão 75% até 2050

Entre os fatores que mais contribuem para esse crescimento estão as hepatites virais (B e C), o consumo excessivo de álcool e a doença hepática gordurosa metabólica
Estudo prevê que casos de câncer de fígado crescerão 75% até 2050. Foto: Braz

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Um estudo recente publicado na revista científica The Lancet alerta para um aumento alarmante nos casos de câncer de fígado no mundo até o ano de 2050. Atualmente, em 2022, foram registrados aproximadamente 870 mil novos diagnósticos. A projeção é que esse número quase dobre, chegando a 1,52 milhão de novos casos anuais dentro de 25 anos, caso não haja avanços significativos nas políticas de prevenção e no diagnóstico precoce.

O câncer de fígado é a terceira principal causa de morte por câncer globalmente, com uma taxa de sobrevida baixa, raramente ultrapassando 30% em cinco anos. Entre os fatores que mais contribuem para esse crescimento estão as hepatites virais (B e C), o consumo excessivo de álcool e a doença hepática gordurosa metabólica, relacionada ao sobrepeso e sedentarismo, que já afeta cerca de um terço da população adulta mundial.

Especialistas ressaltam que cerca de 60% dos casos poderiam ser evitados com medidas eficazes de prevenção, como vacinação contra hepatites, controle do alcoolismo e combate à obesidade. Uma comissão internacional propôs metas globais para reduzir a incidência da doença em 2% a 5% ao ano, dependendo da região e faixa etária.

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A falta de diagnóstico precoce é um dos maiores desafios, já que o câncer de fígado frequentemente não apresenta sintomas nas fases iniciais. Profissionais de saúde destacam a importância do rastreamento regular para grupos de risco, incluindo pessoas com cirrose, hepatites virais, diabetes e obesidade.

O avanço da doença hepática gordurosa metabólica, sobretudo sua forma grave chamada esteato-hepatite associada à disfunção metabólica (EHDM), deve representar uma parcela crescente dos casos até 2050, junto com o impacto do consumo abusivo de álcool.

Sem ações efetivas, as mortes anuais por câncer de fígado poderão atingir 1,37 milhão em 2050, um aumento que pressiona sistemas de saúde mundialmente e reforça a necessidade urgente de políticas públicas integradas, educação em saúde e investimentos em prevenção e tratamento.

Este alerta evidencia a importância de campanhas de conscientização, fortalecimento da atenção básica e a adoção de medidas para combater fatores de risco à saúde hepática, podendo salvar milhões de vidas nas próximas décadas.

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