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Plantão Policial

Fraude bilionária no INSS: Diretor da Conafer é detido em Goiás por desvios de R$ 11,7 milhões

Os investigados podem responder por crimes como estelionato previdenciário, inserção de dados falsos em sistemas oficiais, corrupção ativa e passiva, além de lavagem de dinheiro.
O engenheiro agrânomo e diretor da Confederação Nacional dos Agricultores Familiares (Conafer) Tiago Abraão Ferreira Lopes foi preso em sua casa em Itumbiara (Região Sul de Goiás), nesta quinta-feira (13), na nova fase da Operação Sem Desconto, que apura descontos ilegais em aposentadorias e pensões do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). A operação, deflagrada pela Polícia Federal (PF) e pela Controladoria-Geral da União (CGU), cumpriu 63 mandados de busca e apreensão e 9 de prisão, em 14 estados e no Distrito Federal Reprodução / Conater

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O engenheiro agrônomo e empresário Tiago Abraão Ferreira Lopes foi preso em sua residência em Itumbiara, no sul de Goiás, na quinta-feira (13), em mais uma fase da Operação Sem Desconto, conduzida pela Polícia Federal e Controladoria Geral da União. Diretor da Confederação Nacional dos Agricultores Familiares e Empreendedores Familiares Rurais (Conafer), Tiago está acusado de receber R$ 11,7 milhões oriundos de um esquema que promovia descontos ilegais em benefícios de aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

Segundo a investigação, Tiago tinha acesso direto ao sistema da Dataprev, que viabiliza o INSS, e enviava listas fraudulentas de beneficiários para inclusão de descontos associativos sem a autorização dos segurados. A decisão judicial que autorizou sua prisão o aponta como responsável direto pela execução da fraude e pela lavagem dos valores desviados. O esquema teria ocorrido entre 2019 e 2024, tendo Tiago recebido R$ 5,5 milhões diretamente da Conafer e outros valores de entidades ligadas. Ele é irmão do presidente da Conafer, Carlos Roberto Ferreira Lopes, também preso e considerado o líder da organização criminosa.

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A operação envolveu a apreensão de dinheiro em espécie em vários estados, além de armas, munições e veículos de luxo. Ao todo, foram cumpridos 10 mandados de prisão preventiva e 63 de busca e apreensão em 14 estados e no Distrito Federal. Os investigados podem responder por crimes como estelionato previdenciário, inserção de dados falsos em sistemas oficiais, corrupção ativa e passiva, além de lavagem de dinheiro.

A prisão de Tiago Lopes representa um desdobramento significativo no combate a fraudes contra o INSS, que prejudicam milhares de aposentados e pensionistas em todo o país, afetando a credibilidade e a sustentabilidade do sistema previdenciário brasileiro. A Polícia Federal e a Controladoria Geral da União seguem investigando o caso para identificar todos os envolvidos e responsabilizá-los judicialmente.

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