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Saúde

Goiás registra 80 casos de meningite em 2026; 20 pessoas morreram

Segundo a Secretaria de Estado da Saúde de Goiás (SES‑GO), os casos têm sido, em sua maioria, de origem bacteriana, com identificação de agentes como pneumococo, Haemophilus influenzae tipo B e meningococo do sorogrupo C
Goiás registra 152 casos de meningite em 2025 e 21 mortes. Foto: Reprodução

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Goiás já confirmou 80 casos de meningite em 2026, dos quais 20 evoluíram para óbito — uma taxa de letalidade de 25% no ano. Os números representam, na média, praticamente uma morte por semana e mostram tendência de aumento quando comparados à série histórica do estado.

Segundo a Secretaria de Estado da Saúde de Goiás (SES‑GO), os casos têm sido, em sua maioria, de origem bacteriana, com identificação de agentes como pneumococo, Haemophilus influenzae tipo B e meningococo do sorogrupo C. Essas formas da doença costumam ser mais graves e podem progredir rapidamente, levando ao óbito ou a sequelas sérias em menos de 24 horas.

A população mais afetada são crianças: o maior coeficiente de incidência é observado entre menores de 1 ano, faixa etária que, na série histórica, registra cerca de 40,56 casos por 100 mil habitantes. Por isso, as autoridades reforçam a importância da atenção aos sinais clínicos e da vacinação conforme o calendário do Sistema Único de Saúde (SUS), que oferece imunizantes capazes de prevenir grande parte dessas meningites bacterianas.

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A superintendente de Vigilância Epidemiológica da SES‑GO, Cristina Laval, afirma que a situação, apesar dos números, não configura surto e está dentro do padrão histórico para o período. A secretaria mantém monitoramento contínuo das notificações e repassa orientações técnicas às equipes de saúde dos municípios e às unidades hospitalares para diagnóstico e manejo dos casos.

A SES‑GO lembra que o prognóstico depende do diagnóstico e do tratamento rápidos. Entre os sintomas iniciais mais comuns estão febre alta, rigidez da nuca, vômito, confusão mental e irritabilidade nas crianças. Diante de qualquer suspeita, as autoridades recomendam busca imediata por atendimento médico.

Medidas preventivas destacadas pela secretaria:
– Manter o calendário vacinal em dia, especialmente para lactentes e crianças pequenas.
– Procurar atendimento médico imediato ao identificar sintomas suspeitos.
– Seguir orientações das equipes de saúde sobre higiene e profilaxia quando houver casos próximos.

A secretaria informa que continuará divulgando atualizações sobre notificações e óbitos e orientando os serviços de saúde conforme a evolução dos registros.

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