Um jovem de 24 anos, tetraplégico após acidente em cachoeira no Espírito Santo, recuperou movimentos nos braços 10 dias após receber injeção única de polilaminina, um tratamento experimental brasileiro. Esse é o quinto caso de sucesso com o composto, desenvolvido pela UFRJ em parceria com a Cristália.
O paciente sofreu fratura na vértebra C7 e lesão medular completa na C4 ao mergulhar em uma cachoeira em Santa Leopoldina (ES). A aplicação ocorreu em 7 de janeiro de 2026, dentro da janela terapêutica de 72 horas pós-trauma, resultando em recuperação de movimentos nos braços e sensibilidade até o umbigo. Um vídeo emocionante mostra o jovem movendo braços direito e esquerdo, além de exercer força contra a mão do médico Mitter Mayer.
O Tratamento
A polilaminina é uma versão sintética da laminina, proteína que auxilia na conexão de neurônios, estudada há mais de 20 anos pela bióloga Tatiana Coelho de Sampaio na UFRJ. Aprovada pela Anvisa para estudos clínicos em janeiro de 2026, o composto é injetado uma vez e visa regenerar lesões na medula espinhal. Parcerias com o laboratório Cristália viabilizam a produção.
Outros Pacientes
– 1º: Luiz Fernando Mozer (37 anos), recuperou sensibilidade e contrações após acidente de motocross.
– 2º: Paciente de 35 anos, movimento no pé e sensibilidade nas pernas pós-queda de moto.
– 3º: Bruno Drummond de Freitas (31 anos), voltou a andar.
– 4º: Diogo Barros Brollo (35 anos), mexeu o pé após paralisia.
Até 8 de janeiro de 2026, 10 pacientes entraram na Justiça por acesso ao tratamento de uso compassivo.
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