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opinião

Marielle! Injustiça! Presente!

Os dias que se seguiram foram de busca pelo assassino! A motivação clara e objetiva era a de creditar aquela desgraça nas mãos da família do ex-Presidente Bolsonaro, por razões que só a família da vítima pode justificar!
Cícero Maia

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A noite do dia 14 de março de 2018, foi inflamadamente sacudida por conta da notícia de que, no Rio de Janeiro, uma Vereadora, socióloga, militante do movimento LGBT, favelada, dentre outros adjetivos, havia sido impiedosamente assassinada à queima-roupa, por atiradores de elite e que não tem por habito, errarem os seus alvos, especialmente para tirá-los do enfrentamento de circunstancias que envolvam valores que trazem, normalmente, dividendos vultosos a quem promoveu aquele ato que chocou uma grande parte da população nacional e internacional.

Os dias que se seguiram as exéquias fúnebres da vítima, o país quase entrou em uma convulsão social! Tal era o tamanho da comoção social! Milhares de pessoas se reuniam em praças públicas para apresentar a sua indignação pela brutalidade com que aquele ato fora cometido.

O nome Marielle se tornou símbolo de protesto, admiração e especial consideração por uma pessoa que doava grande parte do seu tempo a causas sociais, humanitárias e políticas, uma vez que era filiada ao PSOL.

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Os dias que se seguiram foram de busca pelo assassino! A motivação clara e objetiva era a de creditar aquela desgraça nas mãos da família do ex-Presidente Bolsonaro, por razões que só a família da vítima pode justificar! Todos os esforços, entretanto, foram sendo desmontados até que não sobrassem sombra de dúvidas de que as motivações assassinas não passavam pelos caminhos do ex-mandatário Nacional.

Os dias de investigação se passaram até que se chegou ao verdadeiro mandante, nada mais nada menos do que um Deputado Federal com sólidos interesses fundiários, segundo suas versões ela interferia em muito nas suas intenções imobiliárias.

Depois de tudo esclarecido os mandantes e assassinos seguiram os seus rumos naturais que era o caminho do cárcere. Prisões e tempo de detenções foram definidas e eles lá seguiam o que é natural para criminosos comuns, mas não para assassinos de mãos limpas.

Recentemente o mentor, matador do crime que é, e não tinha deixado de ser, um Deputado Federal, saiu do desconforto da prisão tendo de continuar a cortesia da pena no recesso do seu lar, longe da masmorra suja, fétida e desmuna que são as cadeias nacionais.

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O que chama, especial atenção, neste caso é o silencio conformativo com que a liberdade do assassino foi assimilada especialmente pela irmã da vítima Ministra de Estado.

Um silêncio intrigante!

Marielle Franco. Foto: Reprodução/internet

Cícero Maia é professor

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