O convite de Jesus encontra-se à disposição de todos aqueles com sede e fome de justiça e amor. Beber da fonte inesgotável do mestre Nazareno é compartilhar das benesses do conhecimento da alma imortal, ao mesmo tempo da responsabilidade do progresso infinito. Mesmo sabendo da disponibilidade de tempo e recursos, não se desperdiçam oportunidades para exemplificar e inspirar outras criaturas. É vital que a fome por obras realizadas sejam maiores que a preguiça ou a inércia, ou então superiores ao terrível “mas”…. Quantas vitórias perdidas por causa de uma simples conjunção? Pequena palavra que com um pouco mais de vontade conseguiria ser abandonada para que os sonhos e as realizações não ficassem em segundo plano.
Todavia, quem se dispõe a riscar e ir além da conjunção, faz da existência legítima testemunha de provação e realizações. Já quem se poupa na vida acaba desperdiçando mais do que devia. Quem se anima e trilha a senda do trabalho e da conjugação do amar, faz do espírito legítimo licor quintessenciado. É o aprimoramento d´alma como resultado certo dos esforços. Nada de misticismo ou estripulias da imaginação.
A abertura do convite de Cristo é o chamamento para que o indivíduo dê testemunho, em sua existência, daquilo que é mais caro e valioso. O amor como comburente que intensifica a chama e a luz pessoal de cada um. O amor ilumina a mente e o coração e é transmitido pelas mãos que abençoam o trabalho no caminho da redenção. Perdoar, amar, trabalhar, eis o ofício dos discípulos de Cristo.
Paulo Hayashi Jr. é Doutor em Administração. Professor e pesquisador da Unicamp.
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