O Programa Paradesporto Brasil em Rede (PPBR), uma iniciativa do governo do Brasil voltada à democratização do acesso ao esporte para pessoas com deficiência, nas regiões Centro-Oeste, Norte e Nordeste foi apresentado nesta terça-feira (14) na Comissão de Esporte (CEsp) do Senado Federal. Durante a audiência, o representante do Ministério do Esporte e os professores responsáveis pelos núcleos apresentaram o potencial e impacto do programa na vida das pessoas com deficiência.
Criado em parceria com universidades e institutos federais, o PPBR mantém atualmente em funcionamento 11 núcleos, dez de atendimento e um gestor, que articulam docentes e estudantes de educação física em rede. O objetivo é ampliar o alcance das práticas esportivas inclusivas, fortalecer a formação de profissionais e garantir a participação feminina em pelo menos metade das atividades, número que hoje chega a 31%, mas a meta é alcançar 50%.
“O PPBR tem me ajudado muito com as orientações de como participar de campeonatos. Faço natação, modalidade que me trouxe autonomia, mobilidade e qualidade de vida, e que me deu a oportunidade de participar de campeonatos oficiais”, afirmou a beneficiária do núcleo do PPBR da cidade de Juazeiro do Norte (CE), Maria Furtado de Souza, vítima de poliomielite aos nove meses de idade.
“O programa representa uma política pública essencial que garante a equidade no acesso ao esporte e fortalece a cidadania das pessoas com deficiência em consonância com a Lei Brasileira de Inclusão e a Lei Geral do Esporte”, destacou a deputada federal Mara Gabrilli.
“Hoje, 11 núcleos do PPBR estão em funcionamento e beneficiam mais de 558 pessoas com deficiência por meio da prática do paradesporto. Nossa expectativa é seguir ampliando esse alcance, com a instalação de mais quatro novos núcleos nos estados da Paraíba, Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Amazonas. Essa avaliação pela Comissão do Esporte, do Senado Federal, traz legitimidade ao programa, fortalece sua continuidade e nos ajuda a qualificar ainda mais sua execução. Esperamos que essa apresentação gere contribuições valiosas para a ampliação e aperfeiçoamento do PPBR como política de Estado, com impacto real na vida de quem mais precisa”, ressaltou o representante da Secretaria Nacional de Paradesporto (SNPAR) e coordenador-geral de Planejamento e Monitoramento da Política Pública Paradesportiva, Rodrigo Abreu de Freitas Machado.
“Estar aqui discutindo política pública é muito importante, é uma grande oportunidade para apresentar o potencial do PPBR, instrumento que oferece práticas desportivas para várias partes do Brasil. Hoje esse programa é regularizado, institucionalizado. Compete a nós fiscalizar criar uma rede de conhecimento. Nós, dentro das universidades de ensino superior, trabalhamos com pesquisa, com formação de profissionais. Esse trabalho é brilhante, essencial e vital para que possamos trazer mais pessoas para o programa”, concluiu a professora adjunta do Departamento de Esportes da Escola de Educação Física, Fisioterapia e Terapia Ocupacional da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) Andressa da Silva de Mello.
Assessoria de Comunicação – Ministério do Esporte
Fonte: Ministério do Esporte














































