O Ministério Público de Goiás (MP-GO) pediu à Justiça, com caráter de urgência, a suspensão do concurso público para os cargos de soldado 3ª classe e cadete, ambos da Polícia Militar. Segundo o órgão, durante a aplicação das provas objetivas e discursivas, no último dia 15 de janeiro, candidatos denunciaram diversas irregularidades e erros que comprometem a segurança do concurso.
Segundo a promotora de Justiça Leila Maria de Oliveira, a suspensão é necessária “para que não haja mais prejuízos aos candidatos, à administração pública e à sociedade enquanto a presente ação segue seu curso”. No pedido, protocolado na terça-feira (21), ela também solicitou a reaplicação das provas e a publicação de um novo cronograma com todas as etapas do concurso.
No último dia 31 de janeiro, a juíza Zilmene Gomide da Silva Manzoll já tinha acatado outro pedido do Ministério Público e suspendeu, liminarmente, parte das vagas oferecidas no certame. Segundo a decisão, a medida atinge as possíveis nomeações para os cargos de soldado 3ª classe e cadete, até que se tenha uma decisão definitiva. Mesmo assim, o concurso seguiu em andamento.
De acordo com a assessoria de imprensa do Tribunal de Justiça de Goiás, os autos do processo em que houve a liminar foram conclusos na terça-feira (21) e remetidos para nova análise da juíza. Assim, ela deve definir se manterá ou não a suspensão das possíveis nomeações. Não há informações sobre os prazos em que isso deverá ocorrer.
Já sobre o novo pedido de suspensão do concurso feito pelo MP-GO, a assessoria do TJ-GO destacou que, até a manhã desta quarta-feira (22), ainda não havia nenhuma informação sobre o andamento ação.
Em nota, a Secretaria de Estado de Gestão e Planejamento (Segplan), organizadora do concurso, informou que “só se pronunciará quando for oficialmente comunicada da ação”.






































