Opinião

O Catálogo das Estrelas

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Muita gente nem imagina que a Igreja Católica tenha cientistas a seu serviço desde muito tempo e mantenha alguns centros de pesquisa e muitas universidades. Não custa lembrar que Nicolau Copérnico era padre, bem como Gregor Mendel, Lazzaro Spallanzani e Georges Lemaitre.

Se a Ciência esquece a condição sacerdotal de muitos cientistas, esqueceu muito mais das mulheres que colaboraram. Não custa lembrar que Marie Curie só foi laureada com o Nobel por causa da insistência do marido Pierre. O mesmo destino de esquecimento segue para quatro freiras que catalogaram 481.215 estrelas. O Relatório Anual do Observatório do Vaticano de 2016 recordou essa interessante parte de sua história.

O novo Observatório do Vaticano foi feito pelo papa Leão XIII em 1891 que declarou que ele teria como objetivo: “para que o mundo veja que a Igreja apoia a ciência”. E esse Observatório foi um dos 18 observatórios do enorme projeto Cart du Ciel, um dos primeiros projetos internacionais em astronomia.

Segundo a revista do Smithsonian, em abril de 1887, 56 cientistas de 19 países se reuniram em Paris para abraçar uma nova disciplina: a astrofotografia. O plano deles era ousado, usar 22.000 chapas fotográficas para mapear todo o céu. O trabalho foi dividido entre instituições da Europa e dos Estados Unidos, incluindo o Observatório do Vaticano.

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O trabalho no Vaticano foi feito sob a direção de seu fundador, Padre Denza, até sua morte em 1894. Com a nomeação do primeiro diretor jesuíta, o padre John Hagen, da Universidade de Georgetown, ele imediatamente pensou em pedir ajuda às freiras, imitando diversos observatórios que contratavam legiões de mulheres. Em uma carta, datada de 13 de julho de 1909, à superiora geral das Irmãs da Santa Maria Menina, Madre Angela Ghezzi, pedia duas irmãs com visão normal, paciência e predisposição para o trabalho metódico e mecânico.

Segundo o arquivista do Observatório, pe. Sabino Maffeo, o conselho geral das irmãs não estava entusiasmado com o desperdício de duas freiras em um trabalho que não tinha nada a ver com caridade. No entanto, Madre Ghezzi via a vontade de Deus em cada pedido e deixou duas irmãs irem ao observatório. Depois, seguiu uma terceira e uma quarta irmã.

Padre Maffeo identificou as irmãs que fizeram essas medições essenciais: Irmã Emilia Ponzoni, Irmã Regina Colombo, Irmã Concetta Finardi e Irmã Luigia Panceri. Todas nascidas no final dos anos 1800 na região norte da Lombardia, perto de Milão.

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O trabalho para as irmãs começou em 1910. O trabalho consistia em observar em um microscópio montado em um plano inclinado com uma luz brilhando sob uma fotografia em vidro de uma seção do céu noturno. Até 1921, as freiras determinaram o brilho e as posições de 481.215 estrelas em centenas de placas de vidro.

O árduo trabalho feito por apenas quatro freiras não passou despercebido na época. O papa Bento XV recebeu-as em uma audiência privada em 1920 e presenteou-as com um cálice de ouro. O Papa Pio XI também recebeu as “monjas da medição” oito anos depois, dando-lhes uma medalha de prata.

Mario Eugenio Saturno é Tecnologista Sênior do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) e congregado mariano

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ARTIGO

A importância da saúde física, mental e alimentação

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Como a alimentação influencia nossa saúde física e mental?  A maneira como a gente se alimenta e a frequência com que a gente se exercita podem influenciar drasticamente nossa saúde mental e física.

Este artigo vai tratar sobre a importância da combinação entre melhorar a alimentação e prática de exercícios físicos.

A prevenção das doenças e promoção da saúde através de bons hábitos, com certeza é melhor do que adoecer devido a maus hábitos e depois correr atrás de tratamento. Gastar com a saúde é barato e gastar com a doença é caro. Tratar a doença é sempre custoso, trabalhoso. Promover saúde é o que é o certo.

Alimentação falha e negligência com o sono são péssimos hábitos.

Cultivar os maus hábitos alimentares desde a infância, é como se a pessoa estivesse durante toda a sua vida se preparando para explodir. Seja através do álcool, refinado, embutidos e industrializados.  Contando com sua saúde e juventude, nosso corpo pode até suportar a sobrecarga tóxica da má alimentação e sedentarismo.  Então, quando chega aos 30 – 40 anos, acumula uma certa toxicidade, vícios alimentares ruins e aí tem um choque pois o organismo começa a falhar e as doenças como infarto, derrame, diabetes, hipertensão, obesidade, dores articulares ocorrem.

Devemos diminuir o uso de alimentos industrializados e utilizar mais alimentos mais naturais. Ter uma qualidade de sono também é importantíssimo. Dormir pelo menos 6 horas por dia e com uma boa respiração noturna. Sem pausas respiratórias (apnéia do sono) ou ronco intenso, pois isso pode causar falta de oxigênio durante o sono.  Sem qualidade de sono, é comum acordar ansioso, agitado e com compulsão alimentar.  Tenha comprometimento do sono. Evite carregar tarefas para casa, dormir tarde.

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A constituição da Organização Mundial da Saúde (OMS) afirma: “Saúde é um estado de completo bem-estar físico, mental e social e não apenas a mera ausência de doença ou enfermidade”. A saúde mental é uma parte integrante e essencial da saúde.

Se um jovem hoje se olha no espelho e não está satisfeito com o seu corpo e fica triste ou chateado, não é feliz com o que está vendo, com certeza nos seus últimos cinco anos ela tem feito escolhas erradas.

Você pode acordar e escolher entre tomar um café da manhã saudável com frutas, castanhas e praticar exercícios, exercer a gratidão e oração, ou tomar um refrigerante, comer frituras (disco ou coxinha) e acender um cigarro. Cada uma dessas escolhas terá uma consequência.

Como corrigir os maus hábitos? Entender o que está errado, fazer novas escolhas. Ter a paciência de colher seu novo eu, não a curto prazo, mas a médio e longo prazo.

Para quem está disposto a sair do sedentarismo, cuidado!!  Ninguém vira atleta de alto nível de um dia para o outro. Cuidado com lesões musculares, das articulações como joelhos, quadris e coluna lombar. Comece com exercícios menos intensos, como uma caminhada de 30 minutos por dia. Com a melhora do condicionamento físico, vai aumentando a intensidade dos exercícios.

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Não podemos acreditar que comer rápido é normal. Devemos dar atenção ao prato de comida, saborear cada alimento, mastigar lentamente. Durante a refeição, se desconecte do telefone.

Todo mundo sabe o que tem que ser feito para ter mais saúde. O que falta para colocar em prática?  Motivação, determinação e constância.  Praticar pensamentos positivos e ter gratidão.

Encare a mudança de hábitos, como mudança de vícios. Pense em largar o cigarro e começar um novo vício, porém, saudável, como um determinado esporte. A prática de exercício físico também gera prazer como o cigarro. Aumenta endorfinas e serotoninas que dão sensação de prazer e bem-estar.

Na minha especialidade, a otorrinolaringologia, é fato que quem usa em excesso refrigerantes, suco de caixinha, suco em pó, macarrão instantâneo, ou seja, excesso de produtos industrializados, tem maior incidência de rinites e sinusites. O excesso de cafeína, carboidratos, energéticos causam ou pioram a labirintite e o zumbido. Comidas gordurosas, frituras, alimentos condimentados, bebida alcoólica, derivados do tomate, chocolate, refrigerantes, pioram o refluxo laringo faríngeo, causando tosse, rouquidão e pigarro e desconforto na garganta.

Então, vamos lá! Que tal sair da zona de conforto, focar na alimentação e deixar o sedentarismo! Vamos ganhar mais alguns dias de vida saudável!

 

 

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