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Palácio Maguito Vilela é palco de lançamento de livro que resgata memória de motim no Cepaigo sob a ótica dos reféns

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A Assembleia Legislativa do Estado de Goiás (Alego) abriu espaço, nessa terça-feira, 15, para a discussão de um dos episódios mais marcantes da história goiana recente, com o lançamento do livro “A Rebelião”, de autoria do promotor de Justiça e doutor em psicologia Haroldo Caetano. A solenidade teve início às 19 horas, no auditório 1 do Palácio Maguito Vilela, com rodada de autógrafos aberta ao público.

A publicação, lançada pela Editora Jandaíra e ilustrada pelo repórter fotográfico Carlos Costa, que na época do ocorrido trabalhava no jornal O Popular e hoje é servidor do Parlamento goiano, reconstrói a rebelião ocorrida, em março de 1996, no então Centro Penitenciário de Atividades Industriais do Estado de Goiás (Cepaigo), atual Penitenciária Odenir Guimarães.

Considerado o maior episódio de crise prisional em Goiás, o motim, liderado pelo detento Leonardo Pareja, foi marcado pela superlotação da unidade e por falhas estruturais e operacionais, agravadas durante visita de autoridades.

A rebelião resultou na tomada de reféns, entre eles o próprio autor, que permaneceu sob domínio dos amotinados por mais de uma semana. Caetano retoma os fatos com base em sua experiência direta e em levantamento documental que reúne reportagens, registros audiovisuais e fontes oficiais.

30 anos

A publicação marca os 30 anos do ocorrido, motivação que levou o autor a preencher uma lacuna histórica ao apresentar uma narrativa construída a partir do ponto de vista interno dos acontecimentos, frequentemente negligenciado em registros tradicionais.

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“A história é muito pouco conhecida do ponto de vista dos reféns, de quem esteve dentro e conviveu em cativeiro por uma semana com os presos. Aproveitei esse marco de 30 anos para fazer esse registro histórico”, destacou o autor.

Presidente da Comissão da Cultura, Esporte e Lazer da Alego, o deputado Mauro Rubem (PT) prestigiou o lançamento da obra, para fomentar o debate sobre segurança pública, sistema penal e memória institucional, além de incentivar a produção literária voltada a temas sociais.

Assessor parlamentar de Rubem, Marcos Fidelis avaliou como relevante o lançamento da obra no Parlamento goiano, destacando o papel institucional da Casa na preservação da memória histórica do Estado. Segundo ele, o livro extrapola o registro factual ao evidenciar a trajetória pessoal do autor após o episódio retratado, com impactos concretos na área da execução penal.

“Além do registro histórico de um dos momentos mais marcantes da segurança pública em Goiás, a obra revela a capacidade de transformação a partir dessa experiência, com iniciativas que promoveram avanços significativos no sistema prisional e repercutiram em todo o país”, afirmou Fidelis.

Gestora de atividades culturais da Alego, Emiliana Pereira de Santos destacou a importância do livro como contribuição para ampliar o acesso ao conhecimento sobre a rebelião ocorrida no antigo Cepaigo, permitindo que o público compreenda, com maior profundidade, os fatos vivenciados à época. “A Assembleia reafirma seu compromisso ao abrir as portas para eventos como esse, que promovem educação, diálogo e valorização dos escritores goianos, além de possibilitar que a sociedade conheça, com mais detalhes, uma história que marcou o nosso Estado.”

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A obra

Redigido em formato de romance de suspense, o livro apresenta uma abordagem analítica dos acontecimentos, destacando fatores que influenciaram o desfecho da crise e promovendo reflexão sobre o sistema prisional brasileiro. Embora trate de um tema denso, a publicação adota uma linguagem acessível e narrativa atraente, oferecendo uma leitura palatável e envolvente.

“O resultado que aqui se apresenta nasce da memória, da pesquisa e do cuidado em costurar os fatos. As lembranças daquele período ainda hoje me alcançam com clareza desconcertante”, afirma Haroldo Caetano.

Com cerca de 200 páginas, “A Rebelião” foi estruturada em 18 capítulos, organizados de forma a proporcionar fluidez à leitura. A tiragem inicial é de mil exemplares, e a expectativa é de boa receptividade por parte do público. Inicialmente, o livro pode ser adquirido pelo site da editora responsável pela publicação.

A previsão é de que, em breve, a obra esteja disponível em livrarias de Goiânia, com possibilidade de ampliação da distribuição para outras regiões do país. Aidan não há versão digital disponível.

Fonte: Assembleia Legislativa de GO

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