Opinião

Paz ou aniquilação globais

Hoje, temos dois grandes campos de batalha a vencer: a proteção das fontes de água e o efeito do consumo de combustíveis fósseis, também chamado de mudanças climáticas. Se não bastasse o cartel do petróleo, hoje há também a bancada terraplanista, políticos que se esforçam para criar leis que destroem o meio ambiente, consequentemente eliminando fontes de água e piorando esse calorão!

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Mario Eugenio Saturno (fb.com/Mario.Eugenio.Saturno) é Tecnologista Sênior do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) e congregado mariano

Eu vivi para ver a humanidade vencer diversos desafios que foram considerados impossíveis, como a varíola que foi uma das doenças mais devastadoras na história da humanidade, causando milhões de mortes ao longo de três milhares de anos. No entanto, foi a primeira doença erradicada através de um esforço global.

Essa vacina inaugurou a era das vacinas. A mortalidade varíola era de 30% e os sobreviventes ficavam com marcas profundas. O esforço da Organização Mundial da Saúde começou em 1967, declarou a doença extinta em 1980.

Outra doença terrível por mais de três mil anos foi a poliomielite, a paralisia infantil. Quase foi erradicada, mas ainda demanda esforço para isso. Quando eu era criança, via na TV o doutor Albert Sabin visitar o Brasil, era um herói nacional.

Outro problema global foi o pesticida DDT (Dicloro-Difenil- Tricloroetano) que era amplamente utilizado na agricultura. A descoberta dos efeitos terríveis na saúde humana e no meio ambiente, nos anos 1960, levou a proibição do seu uso.

E, lembro como se fosse ontem, a divulgação do buraco na Camada de Ozônio – que nos protege contra a radiação ultravioleta do sol – provocado principalmente pelo CFC (Clorofluorocarbonetos), utilizados em refrigeradores e outros produtos. Em 1987, foi assinado o Protocolo de Montreal para eliminar o CFC.

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Esses exemplos demonstram como a conscientização, a pesquisa científica e a cooperação global foram essenciais para superar desafios significativos relacionados à saúde pública e ao meio ambiente.

Outra grande conquista envolveu vencer o poderoso cartel do petróleo e foi uma vitória de um homem só: Clair Patterson estava medindo a idade da Terra quando descobriu que o Chumbo Tetraetila, usado desde 1922, estava contaminando o mundo. Ficou sem financiamento para suas pesquisas, até que teve o apoio do Exército, da Marinha, da Comissão de Energia Atômica, entre outros. Em 1992, lembro que havia opção de gasolina “unlead” (sem chumbo) nos postos da Califórnia, era mais cara, mas foi minha opção. O Brasil eliminou o chumbo no fim dos anos 1970.

Hoje, temos dois grandes campos de batalha a vencer: a proteção das fontes de água e o efeito do consumo de combustíveis fósseis, também chamado de mudanças climáticas. Se não bastasse o cartel do petróleo, hoje há também a bancada terraplanista, políticos que se esforçam para criar leis que destroem o meio ambiente, consequentemente eliminando fontes de água e piorando esse calorão!

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Todavia, o mais dramático inimigo não é o cartel, mas sim o consumo de energia do mundo, pois mais de 80% provém de combustíveis fósseis. Isso significa ter que quintuplicar as demais fontes, uma situação impossível no curto prazo.

Bem, possível é, pode-se melhorar muito a eficiência do uso da energia e buscar recursos da Defesa para financiar. Diante do aniquilamento global, seja nuclear ou climático, a salvação da humanidade está em fazer o que melhor a caracteriza: entendimento! E promover acordos de paz e projetos para salvar a humanidade mais uma vez. Construiremos solução ou destruição?

Mario Eugenio Saturno (fb.com/Mario.Eugenio.Saturno) é Tecnologista Sênior do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) e congregado mariano

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ARTIGO

Marcas do tempo

Agir é o melhor caminho do que esperar soluções mágicas ou milagres, pois apenas avançando com os próprios esforços que as nuvens carregadas se dissipam. Mais do que a busca pela felicidade externa à satisfação consigo mesmo.

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Paulo Hayashi Jr. é Doutor em Administração. Professor e pesquisador da Unicamp.

A existência escorre como areias na ampulheta do tempo. Para quem fica parado, as horas podem parecer iguais, mas não são. Todo momento é sagrado e a conquista da vitória com merecimentos se faz pelo trabalho e dedicação que se realiza. Agir é o melhor caminho do que esperar soluções mágicas ou milagres, pois apenas avançando com os próprios esforços que as nuvens carregadas se dissipam. Mais do que a busca pela felicidade externa à satisfação consigo mesmo. É a paz de consciência que observa atentamente as marcas de Cristo em cada um de nós. Nas sagradas palavras de Paulo de Tarso: “Sem mais, que ninguém me perturbe, pois trago em meu corpo as marcas de Jesus” (Gálatas 6:17). É o sacrifício para o bem estar geral.

A existência carnal é um breve capítulo no livro espiritual de cada um de nós. Por meio dela, colhemos experiências, desenvolvemos as habilidades e a inteligência necessárias para distinguir o certo do errado. Pela disciplina ao trabalho também aprendemos a ser produtivos e úteis. O que seria do universo se os astros resolvessem não mais trabalhar? O que seria da vida na Terra se o Sol deixasse de brilhar? A chuva é para todos, mas apenas aqueles que conseguem ver a beleza por trás da matéria têm condições de apreciar em toda sua extensão as qualidades da vida. A bondade de Deus é estender para nós a capacidade de cocriadores e de realizadores de nosso próprio destino. Devemos estudar e trabalhar para que o tempo venha com as marcas da recompensa e do dever cumprido.

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Paulo Hayashi Jr. é Doutor em Administração. Professor e pesquisador da Unicamp.

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